JOGO 5 – Flores da cor da terra x O Ideograma Impronunciável

JOGO 5
(1º jogo do Grupo 5)

Flores da cor da terra,
de Lívia Petry (Nova Prova / 2009)
x
O Ideograma Impronunciável,
de João Kowacs Castro (Dublinense / 2009)

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JUIZ
Marcelo Spalding
– É formado em jornalismo e mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS, professor da Oficina de Criação Literária da Uniritter, editor do portal Artistas Gaúchos, autor dos livros As cinco pontas de uma estrela, Vencer em Ilhas Tortas, Crianças do asfalto, A cor do outro e Minicontos e muito menos, membro do grupo Casa Verde e colunista do Digestivo Cultural.

O JOGO

Bola ao centro, começa o jogo. E devemos começar dizendo que são duas estreias, tanto Flores da cor da terra é o primeiro livro individual de Lívia Petry quanto O Ideograma Impronunciável é a estreia de João Kowacs Castro.

Estreias, como se sabe, são sempre carregadas de expectativa, de cuidados, a marca do autor ainda é muito forte e o processo de amadurecimento literário, em geral, não está pronto. Ainda mais quando este primeiro livro é um livro de contos. Em geral, correm-se dois riscos: publicar uma coletânea de contos sem unidade, reunidos para que se consiga atingir um número de páginas mínimo para a publicação, ou publicar contos precoces, que mais se parecem relatos, em que o narrador torna-se alter ego do autor e essa voz permeia todo o texto.

Corajosos, Lívia e João assumem tais riscos, e, de certa forma, cada um fica num lado dessa gangorra: em Lívia temos a sensação de que a autora ainda busca uma personalidade literária e mistura temas e estéticas em busca desse tom; em João temos a sensação de que o narrador onipresente em todos os contos é o próprio jovem com a pena na mão contando suas aventuras etílicas e sexuais, ou o desejo de tê-las realizado. Em um e outro temos narrativas fluidas, preparadas, cuidadosas mesmo naqueles contos em que a coloquialidade predomina. E aí param as aproximações.

Ocorre que os competidores dessa partida, Flores da cor da terra e O Ideograma Impronunciável, têm esquemas táticos bastante distintos e que merecem ser avaliados em separado. Comecemos por Flores da cor da terra, de Lívia Petry, porto-alegrense, mestre em Letras pela UFRGS e contadora de histórias do premiado projeto Quem Conta um Conto. Assim como sua formação, suas referências literárias são sólidas e bem definidas, passando pelo nosso grande Simões Lopes Neto e chegando a Guimarães Rosa. É sob a batuta dos mestres da transcrição literária para a oralidade que Lívia produz seus melhores contos, como Gumercindo Sodré e O sétimo dia.

Gumercindo Sodré é uma legítima contação de história, com um narrador que inicia o discurso por “Vancê reclama”, e culmina numa sobrenatural aparição de fantasmas. O cenário regionalista remete às coxilhas de Simões ou aos sertões de Rosa, onde a lei é a lei da força, mas o conflito, universal:

“(…) Atravessou a vida como quem espia pela frincha da porta, e já não está mais. Era pequerrucha e a doença fazia com que se contraísse inteira. Adquirira para o fim, aqueles ares de ave. Branda, lhana, de uma brancura de pomba. No depois, já disse: avoou. O homem quando soube endoideceu. (…)”

O sétimo dia é um dos dois contos do livro em que há referência ao desaparecimento de um pai, desaparecimentos involuntários que nos remetem ao Golpe de 64: “desde o início da revolução, quando os homens se aquartelaram, fizeram-se em armas e pólvora, era o mesmo: pai disse, ‘num domingo desses eu volto, isto é revoluta, briga de cachorro grande, logo acaba’”. Embora o cenário político, não marcado, mas sugerido, o conflito do conto é familiar, existencial, de uma filha que espera retorno do pai e acaba por perder também a mãe. Fabuloso, de ler e reler, um golaço.

O grande acerto de Lívia foi saber ler os mestres sem a angústia de imitá-los, não se deixando seduzir pelo abuso dos neologismos, evitando a reprodução escrita da oralidade na grafia das palavras e alternando narradores de repertórios distintos. Talvez o livro como um todo pudesse ter mais unidade, pois apesar da divisão em partes, o sangue, os tiros e a violência urbana à Rubem Fonseca destoam da proposta memorialística dos seus melhores contos, um cuidado que a autora certamente irá tomar nos seus próximos livros, já sem o peso da estreia.

O peso da estreia, aliás, parece ser um pouco maior para João Kowacs Castro, jovem nascido no fim dos anos 80 e que faz jus a um tipo de texto desenvolvido por gaúchos de sua geração, especialmente nos Livros do Mal, e muito festejado por parte da crítica: os contos de fodas.

Os personagens de O Ideograma Impronunciável, em palavras do próprio livro, fodem o tempo todo, e não raro a foda coincide com o fim do conto, ou seja, o fim do conflito. Em conto da série Memórias litorâneas, dois jovens numa festa, bêbados, claro, falam sobre atividades físicas e o rapaz diz preferir foder, mentindo que não sabe nem andar de bicicleta. Adiante, constrangido pela conversa, sai a pedalar com fúria pela cidade, ao que a menina vai atrás, e acabam ambos caindo e se machucando feio. Vão para casa, tomam banho juntos, deitam, dormem, e no outro dia, em palavras do próprio livro, “para a alegria da torcida, e deles próprios, foderam.” (p. 65). Ponto final.

É o conto Festa, entretanto, que melhor simboliza o hedonismo do universo contístico de João: aqui duas histórias se entrecruzam, o de uma menina virgem que decide perder a virgindade naquela festa, naquela noite com o primeiro que aparecesse, e assim descobre prazeres inimagináveis enquanto a festa segue rolando lá embaixo (bela e antiga fantasia essa), e o de um rapaz identificado como “o terceiro imbecil da noite” que entra em coma alcoólico e é salvo da morte pelo boquete – isso mesmo! – que uma das garotas da festa faz na frente de todo mundo.

Deixe-se claro que o problema não são as cenas de fodas em si nem o vocabulário chulo com uma frequência acima do razoável – já deveríamos ter aprendido que, ao invés de chocar, isso banaliza o termo –, e sim a recorrência do tripé sexo, violência e bebedeiras, esperma, sangue e álcool, tão utilizado por essa geração, tão festejado por parte da crítica, mas também tão gasto por ser um fim em si mesmo. Senão, vejamos:

“O jovem está de pau de fora. O pau totalmente duro do jovem está apontado para todo esse bando de gente. O jovem grita uma frase, desabando no sofá como um ator ruim que leva um tiro, enquanto ejacula um jato fortíssimo pelo chão, por uma parede, um pedaço do tapete e no sofá, onde, por fim, cai desmaiado.” (p. 31)

Do ponto de vista positivo, João mostra ser um narrador de fôlego e capaz de criar situações criativas e originais, especialmente em seus contos à Edgar Allan Poe, em que o insólito permeia o texto provocando tensão e intensidade, dois conceitos tão caros aos mestres do conto. A perda da inocência é um belo exemplo disso.

Por fim, fazendo uma síntese do que foi dito e voltando a aproximar os dois livros, poderíamos dizer que a grande diferença entre um texto, um autor e outro, é aquilo que Cíntia Moscovich chama de “gramática do silêncio”.

Para a autora, “um conto é uma estrutura armada de ‘maneira inteligente’, que pede e convoca a participação intelectual de seu leitor, sem que se o subestime ou superestime. O ideal (…) é que o ponto médio entre ocultação e revelação seja mantido, introduzindo-se o leitor nesta gramática do silêncio representada pelo conto”.

Sob este ponto de vista, há mais acertos nessa medida em Lívia, ainda que por vezes o leitor sinta-se perdido, do que em João, em que o leitor muitas vezes ficará sem subtexto para buscar, sem silêncios para decifrar. Assim, já com acréscimos demais para o tempo de partida que dispomos, o resultado final fica em:

PLACAR
Flores da cor da terra 3 x 1 O Ideograma Impronunciável

VENCEDOR
Flores da cor da terra, de Lívia Petry

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13 respostas para JOGO 5 – Flores da cor da terra x O Ideograma Impronunciável

  1. JLM disse:

    uma partida bastante objetiva. porém ñ vi mto, pra falar a verdade ñ vi nada, entre a análise acima com a sinopse do livro do Kowacs “O Ideograma Impronunciável é uma celebração onírica e apocalíptica do confronto com a morte. Personagens que não compreendem o que se passa são atingidos pelo destino – enquanto vagam por uma realidade inverossímil, urbana e mística.”

    pelo contrário, até parece q se fala d 2 livros completamente diferentes. pq?

    • Lu Thomé disse:

      JLM!

      Os textos das sinopses no site do Gauchão foram feitos a partir de pesquisa no site das editoras ou da Livraria Cultura. No caso de O Ideograma Impronunciável, a sinopse foi retirada do site da Dublinense, e esse é o texto usado como argumento de venda. Acho que os conceitos são diferentes porque um é oficial e o outro é uma resenha crítica. Acho que para saber mesmo porque são tão diferentes, só lendo o livro e tirando tuas próprias conclusões.

      Esse é um livro de amor e ódio: conheço pessoas que amam o livro. E outras que não gostaram… Então…

      • JLM disse:

        lu, mto chato (e cômodo) isso de falar pra ler o livro pra entender melhor as diferenças entre 2 escritos q falam sobre ele. se eu perguntei, foi justamente pra saber do próprio jurado pq (e como) ele ñ viu ou pelo menos ñ apontou, nada dq a sinopse “comercial” (como vc diz) fala. e olha q apenas citei o 1º§ q aparece no site da dublinense.

        q haveria diferenças eu sei, mas ttas ao ponto do jurado ñ falar de absolutamente nada além das fodas? e o “confronto com a morte”? e a “realidade inverossímil (…) mítica”? e “o estranhamento, a violência, a falta de sentido e o humor”? e a “juventude retratada sem nostalgia”?

        são promessas do autor q aquele q olha de fora pelo menos quer saber se são cumpridas. ou se a sinopse foi escrita só pra vender +.

  2. Rafael Bán Jacobsen disse:

    De fato, eu sou um dos que amam “O Ideograma Impronunciável”. Dos 15 contos, recordo-me de que há cenas de “foda” em quatro deles, algo assim. Em alguns, como “Anunciação” e “da séria Memórias Litorâneas”, essas “fodas” são bastante pertinentes e bem justificadas. No caso de “Anunciação”, sem querer estragar a surpresa mas já estragando, ela é um elemento crucial dentro da proposta do conto, que é recriar (desconstruindo e recontextualidadno em um cenário moderno, urbano e cínico) o mito da concepção de Jesus e a anunciação da mesma pelo anjo Gabriel (Jibrail, em hebraico). No caso de “Memórias Litorâneas”, a “foda” do final me parece muito mais uma brincadeira e uma crítica justamente a essa estética da foda, tão presente na literatura modernosa porto-alegrense: as duas personagens vão criando entre si uma tensão sexual que não se resolve nunca, culminando quando os dois caem de bicicleta e se ferem, indo tomar banho juntos numa espécie de ritual de purgação que os aproxima e vincula de maneira muito mais intensa do que qualquer relação sexual (e, por fim, como se debochasse, o autor escreve, como se desdenhasse do que segue, um detalhe menor: “E, para alegria da torcida e deles próprios, foderam.”)

    No caso de “Festa”, tendo a concordar com o Marcelo: é o conto menos maduro da coletânea, com maior abundância de cenas de sexo e vocabulário do gênero, e é também um dos mais extensos dentro do livro – isso, a meu ver, tende a “estragar” um pouco a visão do conjunto, porque todos os outros contos são bem menos “teens”, muito mais metafísicos e complexos, conectando-se uns aos outros de maneira nada trivial.

    Enfim, escrevo só porque também tive essa impressão de que o livro resenhado não era exatamente o mesmo que eu li e, por isso, achei pertinente levantar alguns aspectos que não transpareceram na resenha e que, ao meu ver, são os mais relevantes no livro.

    Quanto à Lívia, nada posso dizer, porque não li…

  3. João Kowacs Castro disse:

    Muito obrigado ao árbitro pela leitura e considerações !
    e
    ao Jacobsen (all my loving to you) pelo apoio.

    Fiquei muito curioso para ler “As flores…”.
    Parece ser um ótimo livro. Parabéns, Lívia!

    JLM, talvez a sinopse do livro seja daquele jeito por que fui eu que escrevi…
    Acho que faltou falar que tem palavrão e violência.

    Enfim, sei que perdedor não tem volta olímpica e juro que tentei me segurar
    mas não posso desperdiçar essa oportunidade:
    FODA-SE!
    hahahaha

    Muito emocionante o Gauchão !

    Abraços e beijos a todos !

  4. Lu Thomé disse:

    JLM,

    Não considero desagradável ou comodidade o que falei sobre o livro. Em seminários, oficinas e até mesmo encontros informais em que há debate/conversa sobre livros, é perfeitamente possível notar que a interpretação de uma obra depende (E MUITO) da vivência do leitor, da experiência que ele teve e de leituras anteriores. Acho que nessa resenha do Gauchão isso ficou explícito. O Ideograma Impronunciável é uma obra repleta de imagens e metáforas que podem passar desapercebidas pelo leitor. Não sei se esse foi o caso do Marcelo Spalding. Só ele mesmo para falar. Porque pode ter entendido toda a mensagem, e não gostado mesmo assim. Agora, não teremos como saber se esse livro seria “devorado” ou “odiado” por ti sem a leitura.

    Me entende? Acho que a sinopse oficial segue o projeto do autor (e eu nunca chamaria isso de promessa…), o que o autor quis passar, a maneira como o autor vende o seu livro. Eu sei que eu li e entendi. Gosto de alguns contos do João, outros nem tanto. Mas meu comentário teve somente o objetivo de deixar claro que a torcida se divide (e muito) em relação a esse livro.

    O livro não traz um “mistério” universalmente decifrável. Cada um se posta em frente à esfinge como pode, e com as ferramentas que tem.

    • JLM disse:

      repare q o meu objetivo nunca foi comparar a sinopse com a minha leitura da obra, mas com a do juiz, pois ela me pareceu distante. vc q mudou o leitor em foco, e eu insisto em continuar nele. e julgando pelo comentário do rafael q teve a mesma impressão, ñ atirei lá assim tão longe do alvo.

  5. Rafael Bán Jacobsen disse:

    Pois é!…

    Temos, neste jogo, pelo visto, uma vantagem em relação aos anteriores: a resenha dá vontade de ler o vencedor (pelos elogios e pontos positivos apontados nele) e também o outro concorrente (nesse caso, mais pelos comentários do que pela resenha, pois, através deles, veio à tona essa aparente incongruência entre a leitura do resenhista e a própria “orelha” do livro, a ponto de parecerem dois livros completamente diversos). No mínimo, os torcedores devem sair meio intrigados da partida e com vontade de verem mais por si mesmos e decidirem qual descrição lhes parece mais fidedigna ao conteúdo da obra.

    De minha parte, como reles leitor, posso dizer que, se eu não tivesse lido “O Ideograma Impronunciável” antes de ler a resenha aqui do Gauchão e fosse me guiar apenas pela resenha, eu JAMAIS iria ler esse livro, porque, simplesmente, odeio essa famosa “estética do conto de foda”, muito bem descrita pelo Marcelo na resenha. E, bem, eu teria, nesse caso, perdido uma excelente leitura, com momentos de um lirismo raro e uma carga simbólica de altíssima densidade, que mescla antigas tradições (a tradição judaico-cristã ocidental, mitos do oriente e ainda influxos alquímicos) com uma ambientação urbana e conflitos contemporâneos, de maneira que essas duas “realidades” invadem uma à outra e se entrechocam o tempo todo, criando uma série de situações-limite em que a sensação de estranhamento é quase sufocante. Nesse sentido, o Marcelo foi muito feliz ao constatar a originalidade e o que há de insólito no conto “A perda da inocência”; eu apenas faria o adendo de que a maioria dos contos é muito mais parecido com “A perda da inocência” do que com o famigerado “Festa”.

    Repito minha modesta opinião de que, na resenha, o conto “Festa”, que é, este sim, um conto de foda, acabou tomando conta de quase todo espaço (aliás, o único trecho citado é justamente desse conto, que é o pior de todos; e o trecho em si é também um trecho especialmente ruim).

    Dessa vez, peguei o livro e fui lá conferir: há foda, realmente, em 4 dos 15 contos… Por isso, ainda acho que dizer que “as personagens fodem o tempo todo” e que o livro “faz jus ao conto de foda” é um tanto redutor…

    E bato o pé: o conto “Festa” estragou a leitura do resenhista, como deve estragar a de muita gente (sim, o livro seria melhor sem esse conto).

  6. Rodrigo Rosp disse:

    Pois é. Ao JML, queria dizer que não vejo sentido em achar “chato” a sugestão de conferir o livro… afinal, é isso a essência da proposta do campeonato. Nesse sentido, reforço a sugestão da Lu para que conheçam o livro e enriqueçam a discussão.

    Quanto à sinopse, eu não tenho dúvida de que seja bastante fiel ao livro. Mas é claro que ela não pode conter tudo que tem no livro, senão, obviamente, seria o próprio livro, e não a sinopse.

  7. Carmen Silveira disse:

    De todos os livros resenhados até agora, ou já os tinha lido ou, sinceramente, não fiquei com vontade de conhecer os não lidos. Até esse jogo. A resenha sobre “Flores da cor da terra” abriu meu apetite, embora tenha achado a capa pouco inspiradora. Talvez a Lívia tenha redescoberto ou dado novas cores ao regional, sem perder o universal. Conto depois de ler.

  8. Gente, que maravilha a discussão, e parabéns ao Castro pela maturidade na participação aqui nos comentários, tenho certeza que esse cara ainda vai escrever muitas histórias, amadurecimento literário é isso mesmo.

    Quanto ao JLM, não sabia que o juiz tinha que ler as sinopses, achei que tinha que ler o livro… De qualquer forma, não preciso fazer aqui um ensaio sobre os ensaios ou um metatexto sobre o Gauchão para lembrar que qualquer resenha que se fizer será pessoal e intransferível, ou seja, o que mais chamou minha atenção foi a questão das fodas E o estilo Poe de alguns contos, também mencionado na resenha, que talvez tenha te passado desapercebido.

    Agora é interessante o Castro comentar que ele mesmo escreveu a sinopse porque então a sinopse é uma compreensão do autor em relação ao livro, talvez se eu tivesse lido a sinopse antes teria ajudado a entender alguns contos, etc, mas acho que um livro e um texto precisam valer por si só, nenhum leitor vai primeiro procurar a sinopse para depois encontrá-la num livro.

    Do mais, viva o Gauchão e as polêmicas com gente de todo o Brasil.

  9. JLM disse:

    chato é q se a moda pega, daqui pra frente qq pergunta feita por um ñ leitor vai ter como resposta “leia o livro q tu vai ficar sabendo”. seria maiomenos como um torcedor ñ poder dar pitacos na escalação sob alegação q ele ñ é técnico. ter uma torcida só de técnicos é tão impossível qto comentários e indagações de só quem já leu os livros. torcedor é torcedor, leitor é leitor. tem gente q escolhe o livro pela sinopse, pela resenha e pelo debate em torno do livro, oq ñ parece ser o caso de uns mas é o meu.

    contudo, se o resenhista ñ leu a sinopse pra fazer a resenha, tou eu aqui pra levantar a questão das diferenças. mas se ele prefere se justificar ao invés de extender a sua contribuição, eu paro por aqui. afinal, assim como os livros, ñ são todas as resenhas q agradam e informam a todos.

  10. Lendo a ótima resenha do Marcelo Spalding, a quem admiro profundamente como escritor e crítico, além de querido amigo, fiquei com a sensação de que, em relação a O ideograma impronunciável, ele e eu não lemos o mesmo livro. Sei que essas coisas acontecem: uma obra pode ou não tocar a sensibilidade do leitor, sem que isso configure algum demérito. Na condição de também resenhista, leio muito, e poucos livros me convenceram tanto quanto o da estreia do João Kovacs Castro.

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