JOGO 16 – Guerrilha e solidão x Trocando em miúdos

JOGO 16
(2º jogo do Grupo 7)

Guerrilha e solidão,
de Valdomiro Martins (Literalis / 2008)
x
Trocando em miúdos,
de Luiz Paulo Faccioli (Record / 2008)

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JUIZ
Diego Grando
– É poeta, autor de Desencantado carrossel (Não Editora, 2008). Mestre em Teoria Literária pela PUCRS, é doutorando em Literatura Francesa na Université Sorbonne-Nouvelle – Paris 3.

O JOGO

Sob o comando do matreiro Luiz Paulo Faccioli, Trocando em miúdos entra em campo com uma proposta de jogo bem definida: 15 contos inspirados em canções de Chico Buarque. Na outra metade do tapete verde, toma posição a esquadra alvinegra do estreante Valdomiro Martins, com Guerrilha e solidão, trazendo 18 histórias que tematizam a vida do negro gaúcho durante a formação de nosso Estado. Os jogadores estão a postos, os goleiros no meio do gol fazendo aquela risca que sempre fazem, e os bandeirinhas, que já vistoriaram as redes das goleiras, me garantem com seus polegares que tudo está bem. Cabe a mim disparar o cronômetro e apitar até ficar tonto.

Deslocar-se pelo universo de Chico Buarque é decidir correr vários riscos. O primeiro está no campo esburacado de clichês que é o amor, e todos sabemos da genialidade do compositor carioca para superar esse problema, com seus retratos de paixões súbitas e devastadoras, separações silenciosamente trágicas, rotinas cabisbaixas e puladinhas de cerca, em versos que ora gotejam o mais salgado suor do sexo, ora impregnam de perfume barato o colarinho encardido da camisa de um operário. O segundo risco vem do fato de suas canções já serem um tanto narrativas, o que poderia tornar a proposta de Trocando em miúdos um mero cover-em-prosa do cancioneiro, um apanhado de contos de segunda mão.

Mas a equipe de Faccioli mostra-se bem organizada e consciente de sua movimentação no gramado, com personalidade suficiente para não se tornar refém do próprio esquema tático, e então construir uma voz sua e muito segura de si. Há histórias que tomam as canções simplesmente como um mote, como uma epígrafe não-escrita – e ninguém ousaria tirar a validade de uma criação por sua epígrafe. Outras penetram no mundo de Chico Buarque para ali andar com pernas próprias, construindo um mundo novo não pela via da filiação, mas da intertextualidade. Em resumo: nem as canções são um pressuposto para a compreensão dos contos (conhecê-las, é óbvio, pode acrescentar camadas de significação à leitura), nem estes perdem força, identidade ou poder de encantamento se lidos imediatamente antes ou depois daquelas, ou mesmo simultaneamente. Há, portanto, independência, o que nos permite abandonar Chico e olhar apenas para o livro.

Em dez contos e cinco minicontos, Faccioli aborda o amor de diversos ângulos: o do lesbianismo que acaba sufocado e enquadrado socialmente (Mar e Lua); o da defloração de uma quarentona (Suburbano coração II); o do calor tropical que arranca as certezas e os modos do casal europeu (À francesa); o do trauma de uma paixão gay não-compreendida e não-assumida (Sobre todas as coisas); o da dançarina decadente de nightclub que uma vez amou (O homem dos meus sonhos). A linguagem, que consegue se adaptar bem às particularidades narrativas e sociais de cada conto, mantém-se num certo padrão que define o estilo do autor: um quê de coloquialidade poetizada – nem só chão, nem só nuvem – que faz o texto fluir sem dificuldades, oscilando entre a frase longa (que não é ,abirinto) e a curta (que não é atalho). Nesse sentido, talvez o único deslize esteja no conto Biscate, em que a voz do malandro carioca soa abotoada demais para quem está de calção e chinelo de dedo.

Em termos de técnica narrativa, o treinador mostra que conhece seus jogadores e que sabe posicioná-los de modo a tirar deles o que de melhor têm a oferecer, conforme as exigências da partida: varia as jogadas entre a primeira e a terceira pessoa, narra no passado e no presente, quando precisa alterna trechos em fluxo de consciência, dispõe pensamentos simultâneos em duas colunas, etc. Os diálogos, bem construídos, soam naturais, falam pelo que dizem e também pelo que não dizem. É o caso deste trecho de Um dia depois de outro dia, em que o narrador, ao mesmo tempo que se defende com moralismo diante da jovem garota de programa que ele trouxe para casa, se deixa facilmente seduzir (e assim o quer) por ela:

Quantos anos você tem, perguntei, quase ofegante.
Dezoito.
Não acredito.
Treze.
Suspirei fundo.
A idade que você quiser…
Não quero!
Quer sim, repetiu baixinho, e foi arregalando os olhos num fingimento de surpresa
.

Trocando em miúdos mostra, enfim, por sua uma mecânica de jogo, que o time não só sabe o que quer, mas que sabe o que precisar fazer para chegar lá. E o faz.

O gol de placa saiu logo no primeiro minuto de jogo, com o conto que abre o volume, Depois que ele chegou, história da primeira paixão platônica e, como sempre acontece, da primeira decepção amorosa de um homem. Com uma linguagem elegante que diversas vezes me lembrou o português de Portugal, em total sintonia com a ambientação do conto, o narrador, adulto, vai construindo com delicadeza a rotina de sua infância: as visitas ao casarão das amigas de sua tia Adelaide, as tardes passadas entre velhas tricoteiras e solteironas, a angústia silenciosa até a aparição (in)esperada de sua musa-anfitriã, todo um mundo interior que se descortina para o pequeno Mário e assim ressignifica seu mundo exterior. A narração é interrompida a cada pouco por breves interpelações ao narratário (“Te lembras dos gatos?”, “Lembras da eletrola?”, “Lembras?”), como também acontece na canção Maninha, estratégia que ajuda tanto a quebrar o ritmo quanto a manter o passado vivo no presente – e é essa a atmosfera suave e tensa do conto: na mesma medida que o narrador pergunta ao outro (ela), distante no espaço e no tempo, pergunta a si mesmo, trazendo da infância não só a lembrança da aurora da vida, mas um misto de incompreensão e mágoa – um questionamento incessante – que permanece no adulto.

Uma vez perguntaste o que eu pensava para meu futuro, eu que ainda não via um futuro, por que haveria de ver? Eu era tão criança e continuava a olhar boquiaberto para tudo o que me mostravas, tudo era sempre surpresa desde o momento em que chegavas na varanda, boa noite, Adelaide, como vai, Mário?, eras moça e tão bem-educada, ruivinha, sardas enferrujando a tez muito clara, olhinhos curiosos que nunca perdiam nada, nem mesmo o que eu não queria jamais que eles notassem. Eu não havia pensado no futuro até começares a falar do teu, e de repente eu também já estava sonhando com um.
Te lembras do futuro da gente?

Destaque também para o acima da média Eu te amo, em que um mesmo intervalo de cinco minutos desencadeia lembranças e desespero no narrador, numa caminhada dramática pelos corredores de um hospital. É o estado de total confusão do protagonista que dá o tom nebuloso (sugestivo, tenso e ambíguo) a seus passos, que são também os últimos de um relacionamento que termina de forma trágica.

Cinco minutos, repetem agora. Deve ser esse um padrão universal, o mesmo que dizer “não se demore” ou “não temos todo o tempo do mundo”. E se todo o tempo do mundo ainda não for o bastante? Quem hoje quer me enquadrar na miudeza de uma frase feita sabe o que é perder a noção da hora? Já visitou a Mesquita Azul controlando uns míseros cinco minutos? Decerto também nunca amou de verdade.

Há, infelizmente, o furo do time, aquele cara que se acha mais habilidoso do que é, mais veloz do que é, mais bom-marcador do que é. Aquele lateral-esquerdo baixinho, sabe? Pois sim, são os cinco minicontos que, justamente por serem minicontos, precisam de um tom de blague, de uma última frase desconcertante, e assim destoam do conjunto. Pois é nas descrições cuidadosas, nas cenas que se desenvolvem e criam clima, no presente que carrega todo o passado consigo, enfim, nas jogadas construídas pé por pé – e não nos chutes de longe que o baixinho insiste em arriscar – que Faccioli encontra o melhor de sua prosa. É por isso que a torcida chia, ainda que de leve, nas poucas vezes que o lateral-esquerdo toca na bola.

Deixemos o intervalo para outra hora e vamos direto para o segundo tempo.

É pela proposta temática que Guerrilha e solidão busca seu espaço nas arquibancadas literárias: fazer um retrato do negro em um Rio Grande do Sul em formação, uma terra que se alimentava de conflitos, maniqueísmos insolúveis e injustiças. Que o tema pouco – ou nada – apareceu nas páginas da literatura gaúcha, e que esse seja o valor que a edição deseja agregar à obra, não temos a menor dúvida. Trata-se de algo duplamente afirmado ainda antes dos contos, primeiro na apresentação de Luiz Antonio de Assis Brasil, em seguida no prefácio do autor:

Guerrilha e solidão é um livro de contos numa análise cáustica e crua do que foi a vida dos negros gaúchos e seus descendentes. Anos que vão do fim dos Sete Povos das Missões aos primeiros anos do século XX. As personagens são seres humanos, passíveis de qualidades e defeitos, vícios e virtudes. Ao contrário das inúmeras versões de que se tem notícia, essas personagens se deparam em conflitos que vão desde a própria escravidão, o vício do alcoolismo, até suas próprias vontades, muitas vezes egoístas, de se livrarem de suas condições miseráveis. Uma guerrilha do espírito contra todas as coisas que a vida lhes impôs. O cativo gaúcho participou de todas as campanhas militares, dentro e fora do solo gaúcho. Foi farroupilha, pica-pau, maragato, chimango e libertador. Junto dos exércitos, honrou bandeiras e caudilhos. Mas apesar de tantas histórias, lutas, o que os acompanhava e lhes cobria os ombros era sempre a solidão. Num clima de suspense, tensão, esperança e honra, os contos levam o leitor a uma viagem pelos lugares mais longínquos da razão. Guerrilha e solidão é o primeiro livro de contos, gênero ficção, da literatura gaúcha que trata a respeito do tema exposto.

Confesso que estranhei o tom de sinopse-release-orelha-quarta-capa do prefácio, mas isso não vem tanto assim ao caso. O que importa, afinal, é a bola rolando. E a redonda vagueia por gramados gaudérios, onde a lei do pescoço-pra- baixo-é-canela é a única a reinar. As 18 histórias abordam os diferentes problemas enfrentados pelos negros gaúchos nos períodos pré e pós-abolição: a fome, a escassez de recursos e a falta de perspectivas dos ex-escravos (Guerrilha e solidão, O ano que não começou); a escrava que prefere matar o filho a vê-lo vendido como mercadoria (A hora da mãe); o capataz que assume o filho de uma escrava no lugar do coronel (João-de-barro); a amizade que, por culpa do alcoolismo, acaba em morte (Uma garrafa de aguardente); a rotina sufocante e cheia de maus-tratos da escrava, que a leva a vingar-se (Quando o tempo pára); a miséria na migração para Porto Alegre e a prostituição como única saída para as mulheres (O gosto do charque); as fracassadas tentativas de fuga, que resultam em mais sofrimento ou em morte (O prejuízo, Noite fria).

A proposta de jogo é, sem dúvida, original (como já foi dito e redito), e a condição dos negros, naturalmente (e infelizmente) dramática. A prosa de Martins, contudo, é pobre, e compromete o desempenho em campo. Primeiro porque sua equipe insiste, com raríssimas exceções, numa mesma jogada: a narração em terceira pessoa, linear, no pretérito. O futebol pragmático pode, claro, fazer gols e sair-se vitorioso (mesmo contra a minha vontade). Quando isso acontece, seus méritos são indiscutíveis. Mas se os resultados não saem, a repetitividade do cruza-cabeceia-cruza-cabeceia-cruza-cabeceia deixa o time enfadonho, burocrático. Mas não seria, cogito eu, esse “afastamento” narrativo (promovido pela terceira pessoa associada ao pretérito) uma exigência (ou uma consequência) da própria temática do livro? Se estivéssemos falando de um discurso histórico, e não literário, a resposta talvez pudesse ser afirmativa.

Em segundo lugar, há uma linguagem descolada do mundo representado, morna, indiferente, que segue um padrão culto urbano sem jogadas individuais, sem visão de jogo, quase nada, enfim, que se possa apontar como lampejo estilístico do autor. Quando o coloquial aparece, em geral não passa de uma palavra solta – um “vosmecê” ou “vancê”, um “buenas” ou “gracias”, um “chupim” –, e sempre na boca dos personagens, que no restante do tempo falam com a mesma voz do narrador. As falas soam artificiais, as interrupções do narrador são desnecessárias (verbos dicendi como dizer, perguntar e responder são raramente poupados, agregando palavras inúteis ao texto), os diálogos dizem (!) mais do que escondem, explicam mais do que sugerem.

O fato, aliás, de dizer mais do que esconder não é privilégio dos personagens: também o narrador explica, interpreta, conta ao leitor o que ele deve sentir, inferir, concluir. O conto que abre – e intitula – o livro pode ser considerado o melhor; ainda assim, é fraco, justamente porque exagera nas explicações. A história se passa num entardecer, e poderia ser ultrarresumida assim: Antonio deixa para seu filho o quase-nada de comida que tem. A situação miserável que leva a isso, porém, é fornecida ao leitor mais por comentários do que pelo arranjo de ações e descrições do texto. Ainda no início, diz o narrador sobre Antonio: “Há doze anos era escravo dos homens, foi peão e soldado. Agora era escravo da terra e o sol não lhe dava guarida”. Logo adiante sabemos que sua mulher e seu filho chegam em casa, silenciosos, o menino carregando uma pá. Não demora muito para, na fala da esposa a Antonio, ficarmos sabendo do que aconteceu: “Deixa o pobrezinho, pegou muito sol enterrando o irmão à beira daquela sanga”. A miséria, é claro, desumaniza o homem, mas a literatura talvez precise de um pouco mais de sutileza, de sugestão, para que o dramático não se dilua na superfície do texto. E o conto termina, após o pai abdicar do prato em prol do filho, com um parágrafo (e uma palavra final) bastante ilustrativos da minha argumentação:

A noite seguia silenciosa e cáustica. Antonio sorvia o chimarrão num transe profundo. Palavras do passado circulavam suas lembranças, faziam-lhe promessas. Além do vento que remexia a poeira e balançava apenas minúsculas ervas, à volta do mal-acabado rancho, havia apenas… Solidão.

Sob o peso da História e da preocupação de acertar as contas com ela, os contos, a meu ver, sucumbem. Não me pegam, enquanto leitor, nem pela atmosfera, nem pela surpresa, nem pela habilidade, nem pela linguagem – e aí não há boas ideias que resistam.

Mas existem outros problemas, e problemas que vão além da literatura (ou seriam ainda anteriores a ela?), que só aqueles que já reverteram um arremesso lateral ou mostraram um cartão vermelho sabem como é chato – chatíssimo – assinalá-los, mas que são obrigação do dono do apito. Acontece que há erros graves na edição de Guerrilha e solidão, e dos mais variados tipos, que comprometem a credibilidade da obra: são erros de ortografia (“encima”, por exemplo, duas vezes, páginas 38 e 74), de uso da crase, de concordância verbal, de pontuação, além de redundâncias que nada têm a ver com estilo (“não havia na sua face a vontade de rever Nicanor outra vez”, p.35; “cozinha iluminada à luz dos candeeiros”, p.68) e opções lexicais duvidosas, quando não equivocadas (“seu maxilar direito estava num calor ascendente”, p.51; “a raiva lhe ejetava mais energia”, p.62; “o tempo expirava-se”, p.80, os grifos são todos meus). E não é só a credibilidade que fica comprometida, mas também a compreensão. É o caso de diversas construções sintática e/ou semanticamente problemáticas: “homens e mulheres subjugaram-se àquela que foi amante perversa de irresistível sedução em ilusórios momentos de prazer” (p.35); “as mãos de Marcela encontraram uma pedra e deu na cabeça de Sebastião que caiu” (p.62); “era um rosto que, além das roupas, desconhecia” (p.84). A equipe de Martins fica sem gols – quem dirá, então, de placa –, sequer chances de.

Está esgotado o tempo regulamentar, o resultado está definido, mas os três minutos de acréscimos já viraram praxe – são melancólicos também para o árbitro, não tenha dúvidas o torcedor, os momentos finais de um jogo desparelho. Trago, então, algumas estatísticas de posse de bola, e junto com elas um comentário pessoal, que é também uma provocação, e que não caberá discutir aqui em profundidade. É moeda corrente, na crônica esportiva, relacionar conceitos como “extensão” e “número de páginas” a “eficiência” e “economia” textual, muitas vezes tomando por base um chavão: “quanto menos, mais”. Pois bem, enquanto Trocando em miúdos tem uma média de 8,9 páginas por conto, a de Guerrilha e solidão é de 4,2 páginas por conto. Eu poderia, ainda, tirar do cálculo os cinco minicontos da primeira obra (além de sua extensão contrastar radicalmente com a dos contos-propriamente-ditos, no livro de Faccioli, minicontos são, quiçá, um outro gênero), e a média subiria para 12,9. Na minha avaliação, contudo, os contos de Faccioli são muito mais “econômicos” e “essenciais” que os de Martins. Os números, é claro, enganam.

PLACAR
Guerrilha e solidão 0 x 3 Trocando em miúdos

VENCEDOR
Trocando em miúdos, de Luiz Paulo Faccioli

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8 respostas para JOGO 16 – Guerrilha e solidão x Trocando em miúdos

  1. Valdomiro Martins disse:

    Meu caro Diego Grando, parabéns pela resenha que expõe muito bem sua visão frente aos dois trabalhos concorrentes. Poderia usar este canal como forma de justificar ou mostrar o que seus olhos, e nem teria porque, não veem. Porém como tive um excelente mestre, agradeço sua crítica e conhecimento amplo a respeito do que foi analisado.
    Aos outros participantes e torcedores: boa sorte!

    • Sergio disse:

      Valdomiro, não se acanhe. Conte para nós o que os olhos do Diego não veem. Fiquei curioso para saber, pois eles parecem ver muito bem.
      No entanto, como não li o livro, não tenho como saber.
      Abraço.

      • Valdomiro Martins disse:

        Legal seu interesse Sérgio. Porém sigo a premissa: ninguém tem a obrigação de gostar do meu trabalho, assim como eu não tenho a obrigação de responder a crítica e muito menos justificar o objetivo de cada palavra nos contos porque isso seria até uma tentativa de desmerecer o outro livro, que julgo ser de muita competência. Mas se puderes, leia-o, aí você concordará ou não. Isso é a Literatura. Valeu.

  2. É um privilégio poder contar com uma análise tão consistente e minuciosa como a do Diego Grando. Fiquei encantado, não tanto pelo placar favorável ao meu time do coração, mas principalmente pela qualidade da arbitragem. As críticas são todas pertinentes, enquanto os acertos apontados conseguem pôr fim a muitas das minhas próprias dúvidas como autor. Meu time sai de campo maior do que entrou.

  3. tedesco disse:

    Mais uma boa aula de literatura. Obrigado Gauchão da Literatura! Aliás, sugiro um mesa redonda quando estivermos nas semi-finais, ao melhor estilo rádio AM!

  4. Xerxenesky disse:

    Minuciosa resenha. Me deixou com muita vontade de ler o livro do Faccioli, coisa que eu não me prestei a fazer até agora porque meu conhecimento de Chico Buarque é tão grande quanto… sei lá, o conhecimento que o Faccioli deve ter do Fumito Ueda, i.e., nulo.

  5. marcelo spalding disse:

    Adorei essa ideia do Tedesco de mesa redonda na semifinal, e parabéns ao amigo Faccioli.

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