JOGO 9 – O gato diz adeus x Pegasus – Sangue de dragão

JOGO 9

O gato diz adeus,
de Michel Laub (Companhia das Letras / 2009)
x
Pegasus – Sangue de dragão,
de Rosane Inês da Silva (Alcance / 2009)

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JUIZ
Gustavo Faraon
– É jornalista, com mestrado em Comunicação – Linguagem e Culturas da Imagem pela UFRGS. É um dos sócios e editores da Dublinense e da Não Editora.

O jogo

E que tal uma resenha?

A linda matemática da forma + conteúdo + conflito + personagens + estrutura + linguagem + yadda yadda yadda.

A subjetividade do leitor, a falta de familiaridade com o subsubsubgênero, a imprecisão do maldito olho que teima em não ver justamente o detalhe que transforma em obra-prima, o mau caratismo do resenhista, yadda yadda yadda.

Falar o que de uma disputa dessas? Forjar um clima de favoritismo posto em risco? Quem sabe inventar um cenário em que o azarão desconhecido, numa jornada de pura iluminação, pudesse conquistar o quase impossível? E se um detalhe, um mínimo e mísero detalhe, servisse para desenrolar um novelo fantasmagórico que culminasse na grande revelação?

Pra que serve mesmo a resenha? Pra que serve mesmo ESSA resenha?

Por certo não é pra reverter a ordem do universo, pra colocar o pé entre os passos do favorito e nem pra que se saia em defesa dos fracos, dos oprimidos, dos mal divulgados e dos pouco lidos.

Mas também não deve ser para encher de louros fáceis os mais afortunados e muito menos para massacrar quem tem pouca chance de defesa.

Crítica construtiva é aquela que afaga um pouquinho antes de vomitar explicações do que poderia ter sido feito, aquela falsamente fria e objetiva que no fundo é só desprezo a respeito de tudo o que o resenhista não concorda, ou será a sincera e sanguínea, com o foda-se ligado? Nunca soube.

Vamos a ela:

O gato diz adeus é um livro bom que poderia ser um livro muito bom. Michel Laub sabe o que faz, o que não o impede de fazer escolhas erradas. A pior delas é a fragmentação da história contada através dos pontos de vista dos diferentes personagens (que, por quase toda novela, falam como as talking heads de um documentário antigo e careta).

Rosane Seni, a julgar por este Pegasus – Sangue de dragão, escreve na pura vontade de escrever. Mas isso não é o bastante. Não há verossimilhança (tanto em Vritra quanto em São Paulo ou em qualquer outra dimensão), só há problemas linguísticos diversos (falta de vocabulário é o mais grave, e obriga a autora a recorrer com frequência às infames aspas ou a comparações infantis para conseguir fazer descrições simples).

Uma história muito boa pode ser prejudicada pela maneira equivocada de contá-la. Uma história mal contada é outra coisa.

Cinco a zero pr’O gato.

PLACAR
O gato diz adeus 5 x 0 Pegasus – Sangue de dragão

VENCEDOR
O gato diz adeus
, de Michel Laub

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49 respostas para JOGO 9 – O gato diz adeus x Pegasus – Sangue de dragão

  1. Sharon Caleffi disse:

    Uma resenha serve pra gente se sentir dentro do livro antes de ler, pra ir “acomodando”. Por isso não gostei dessa.

  2. Não assisti essa partida aí. Não conheço os times. Não vi nem mesmo os replays dos melhores lances… Mas, julgando pelo que li dessa súmula do árbitro, dois ou três dos gols do time do Gato foram contra, dúzias de faltas devem ter sido invertidas, outras tantas sequer foram apitadas (de tantas que houve), teve pênalti inexistente marcado e pênalti de verdade ignorado pelo juiz, meia dúzia de cartões pra cada time, umas três expulsões, inclusive de um dos técnicos, além do que os dois times pareciam ter montes de problemas na zaga, ataques medíocres, sem contar que devia ter não mais que uns doze torcedores na arquibancada, todos bêbados. E chovia, e o campo tava pior que um potreiro! E deve ter até faltado bola, de tantas que o pessoal parece ter chutado pra fora do estádio. E saiu jogador lesionado. Ouvi falar que teve gente que morreu. E yadda yadda yadda…
    Entendam como quiserem, mas nunca um jogo de gauchão pareceu tanto com… um jogo de gauchão. =)

  3. xis nesky disse:

    xinho wins

  4. Athos Ronaldo Miralha da Cunha disse:

    Dos competidores desse jogo eu li “O gato diz adeus”. Eu posso concordar com o árbitro pela vitória do time. Inclusive pela goleada, pois faltou uma análise do adversário do “gato”.
    Eu posso dizer que foi o tipo de vitória que não convenceu. Ganhou o jogo, mas não entusiasmou a torcida.
    Tem um belo e criativo título, mas o livro não me encantou. E, claro, isso é um problema meu.

  5. Me pareceu uma resenha em que os dois competidores não entusiasmaram nem o árbitro. Metade do texto é uma consideração sobre o que é uma resenha e a leitura dos livros se dá em um capítulo para cada um. Lamento apenas pelo autor do Pegasus – que não li. O livro do Michel teve amplas resenhas em toda parte (eu mesmo fiz uma, e ele foi resenhado recentemente na Copa de Literatura). Já o autor menos estabelecido não teve uma leitura propriamente dita – e se não teve aqui, onde terá?

    • Ségio disse:

      É verdade, mas minha leitura da resenha foi de que o texto da Rosane é tão ruim, mas tão ruim, que ao resenhista não havia muita opção: seria impossível fazer uma “crítica construtiva”, como fez a Lu Thomé em relação ao “Imortal”, e ao crítico só restaria o caminho de “massacrar quem tem pouca chance de defesa”, coisa que ele vê como sem sentido.

      É claro que “ruim” é algo de grande subjetividade, mas penso em “ruim” como algo amador, sem conseguir atingir o mínimo do aceitável nos pré-requisitos básicos de um texto, sejam eles quais forem.

  6. O Carlos André apontou uma boa questão. Este “gauchão” de livros não tem a menor função se não inspirar nem um de seus juízes a ler adequadamente um livro (ou ao menos a dar a entender, pela resenha, de que o livro foi mesmo lido). É claro que há livros com distintas vocações, propostas e leitores. E há livros ruins, e sofríveis, e dispensáveis. Mas seria de se esperar, pelo jogo, que uma resenha ideal, mesmo fazendo restrições e apontando debilidades nos livros, crie condições para que os autores e seu livros encontrem, no conjunto dos possíveis leitores, aqueles cuja curiosidade os façam ler até mesmo um livro que não tenha encantado o juiz (e isto é muito mais comum que o contrário, pois, apesar de vivermos em um mundo de “resenhas expressas” e “mass media” de editores e assessores de imprensa, a grande maioria dos leitores acaba lendo livros pelos quais boa parte dos atores do “negócio livro” (como nós por exemplo, que frequentamos este site) ao menos confessadamente não têm nenhum apreço.
    Paciência.

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  8. Djegovsky disse:

    Muita gente reclama que o povo aqui perde mais tempo comentando as resenhas que os livros em disputa.
    Mas so’ porque nao percebem que os resenhistas tambem estao em disputa. E’ fato que a maior parte dos leitores nao leu e provavelmente nao vai ler os livros do Gauchao. O que resta pra se comentar e’ o que se tem: as resenhas. Os resenhistas sabem que estao na vitrine, e alguns se esforcam pra fazer bonito, seja vomitando jargao academico ou escrevendo meta-resenhas espertas. Por isso que acho chato quando os organizadores saem em defesa dos resenhistas, eles estao aqui pra isso mesmo, sao adultos e sabem de si, nao precisam de irmao mais velho pra defende-los.
    Essa aqui, por exemplo, quase desisti de ler depois do bobissimo “yadda, yadda, yadda”. Teve outra que pode ate tirar um “A” na seu trabalhinho escolar da urghs, mas que na vida real fez a primeira resenha da historia do gauchao que nao consegui terminar de ler, de tao modorrenta.

    • Caro Djegovsky. Conselho de amigo: NÃO passe perto dos tantos blogs de resenhas literárias que há por aí. Teu infarto será líquido, certo e doloroso – basta que tu leias umas duas ou três das resenhas de livros que os blogueiros andam postando por aí…

      • Djegovsky disse:

        Mas assim…eu reclamo, mas eu gosto das resenhas, va entender…

        A proposito, era so’ um conselho ou tu quer mesmo ser meu amiguinho?

        • Amigos, amigos. Negócios… você sabe, hehehe!
          (pior de tudo: acho que estou começando a ser influenciado por esses blogs… dois “por aí” em um único parágrafo é de doer… hora de renovar minhas preces e votos ao todo-poderoso deus da revisão…)

  9. Rosane Seni disse:

    Sou uma estreante nesse mundo e ver um comentário tão cruel me fez acreditar que devo escrever somente para os meus botões (se é que eles vão me suportar)!

    Obrigada ao julgador pelo comentário: Tão ruim, tão ruim…

    Cordialmente

    Rosane Seni

    • Bruno Mattos disse:

      Rosane, não li o seu livro, mas depois de ler o seu comentário dei uma olhada no seu site e, poxa, você pretendia fazer uma série de dez livros, não?

      Se estás motivada para isso, vá adiante! Mais importante do que o resenhista gostar do seu livro é você acreditar no projeto. Se você acredita, pegue os comentários das leituras (principalmente as negativas, quando forem mais específicas do que nessa resenha), veja o que pode melhorar e tente resolver nos próximos livros.

      Coragem e boa sorte =]

    • O que acontece se voce aprofundar o vocabulário nos gibis da Turma da Mônica? A franquia acaba. Maurício de Souza vai à falência e morre de fome.

      Rosane. Não li teu livro, mas já li muitos livros de estórias juvenis sobre mitologia, em que o vocabulário é tão simplificado quanto possível, e suponho que Pegasus se enquadre nessa categoria, e atinge um público que não tem uma ínfima fração do conhecimento linguístico que o juiz desta partida deixa a impressão de ter. Em suma, as coisas não fecham. Foi uma partida de um clube amador contra um profissional. Pior – é algo que se assemelha a querer colocar Hemingway contra o Harry Potter de J. K. Rowling. Nada a ver. Em meu critério, não passou de um amistoso.

      Acho que não é um concurso que irá dar a nota correta para o teu livro, mas sim o público para o qual ele se destina, e duvido que mestres em comunicação façam parte deste público. Crianças e jovens são o teu alvo – fixe-se neles e você vai descobrir de verdade o valor do teu livro.

      Trocando em miúdos… “levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima!” Vocabulário é coisa que vai crescendo devagarinho, conforme o tempo passa, que nem árvore.

      Abraços e boa sorte.

      • rosemery disse:

        Bruno Mattos e Fabian Balbinot estão certos, Rosane.
        Continue no caminho que acredita.
        Teu livro tem direcionamento. Dê atenção à resposta desse direcionamento, pois é ali que está o teu público, o que, para ti, é o importante.
        Que venham os outros volumes da série \o/!!
        beijo, querida.

        • Ségio disse:

          A questão que se apresenta aqui não é apenas a resposta do público, pois mesmo uma literatura (digamos assim) guiada pela resposta do público pode ter menor ou maior qualidade literária. Para dar um exemplo, entre dois grandes sucessos entre os jovens, os livros da série Harry Potter e da saga Crepúsculo, há um abismo de qualidade, tanto que J. K. Rowling é muitas vezes citada como boa escritora, o que nunca acontece com a outra.

          A questão colocada pelo juiz do da partida, ao que me parece (não li o livro e não tenho intenção de), é que o livro em debate aqui está mais para Crepúsculo que para Harry Potter.

          Concordo com o Bruno, que diz “Rosane, siga em frente”, mas acho importante destacar a necessidade de aperfeiçoamento da autora. O público (especialmente mais jovem) não dá bola para questões técnicas e formais (talvez por isso a autora jamais tenha tido feedbacks negativos). Mas é só o livro cair nas mãos de um leitor mais qualificado para que as deficiências (de construção de personagem, de qualidade da frase, enfim, de técnica) apareçam claramente. E é esse o motivo do debate aqui proposto.

          • Concordo que o objetivo do debate é esse, mas o fato é que essa resenha em particular não avançou minimamente nesse debate. A resenha de modo algum “lê” o livro, reflete sobre ele ou apresenta as deficiências, sequer comprova o que alega com meia dúzia de exemplos que sejam. A questão não é o tom em que a crítica é feita, é que não houve base no que foi escrito. Sequer a arenga inicial sobre a “natureza de uma resenha” apresenta sequer uma reflexão, e sim umas perguntas com alternativas de múltipla escolha que o julgador não acha por bem responder (embora responda com seu desdém pelos livros).

            E me junto ao coro dos que afirmam que, se você quer continuar escrevendo, que escreva, Rosane. Mas outra lição a tirar daqui é que publicar algo é expor-se, e ao expor-se, deve-se aceitar o que vem com tudo isso.

            • Rosane Seni disse:

              Carlos

              Somente consegui mensurar a dimensão da publicação nesse momento. Talvez, inicialmente, eu não tenha conseguido lidar bem com isso, especialmente porque a mim pareceu que o juiz não leu os livros.
              De qualquer forma estou aprendendo muito com o que está em debate aqui, mais que isso, estou achando que, a medida que as pessoas vão comentando vou extraíndo o melhor de cada comentário para crescer, aprender e saber que não posso ser comparada a grandes escritores que eu admiro, no entanto, me sinto valorizada pelo fato de estar aqui entre eles!
              Obrigada por seu comentário!

              Cordialmente

              Rosane Seni

    • Homero Jucceni disse:

      Rosane, não se deixe abater por um “juiz” que parece se sentir muito acima do resto dos mortais pelo simples fato de ter que posar de intelectual para seus pares. Alguém que escreve “yadda yadda yadda” em uma resenha crítica de um evento que se pretende sério como o Gauchão de Literatura (Prêmio Açorianos, merecido) parece não ter mesmo “nada, nada, nada” a acrescentar ao debate sobre livros. Se ele não quer ler os livros dos outros, que leia apenas os que a sua editora publica e não venha aqui usar esse espaço nobre para ofender gratuitamente escritores bem intencionados. Sou fã de Michel Laub e nem por isso acho que teu trabalho mereça ser escarnecido. Espero, como outros que comentaram aqui, que esse juiz, mesmo sendo amigo pessoal da organizadora – como ela mesma cita abaixo – não seja mais convocado em edições futuras.

      • Lu Thomé disse:

        Homero! Só fazendo um esclarecimento: 70% dos juízes convidados para o Gauchão de Literatura são meus amigos pessoais. Vários muito amigos, alguns tão amigos que considero irmãos. Espero que isso, no teu critério, não invalide a realização da terceira edição do Gauchão. Mas te aviso de antemão que, como organizadora, sempre avalio todos as opiniões dos comentaristas.

        • Homero Jucceni disse:

          Excedi-me no comentário e peço desculpas, Lu. Sou, acima de tudo, um grande fã do Gauchão de Literatura. Apenas achei lamentável esta arbitragem e escorreguei na indelicadeza de sugerir um “nepotismo” nas escolhas dos árbitros. Desejo sucesso e me retrato aqui publicamente.

          • Lu Thomé disse:

            Oi Homero! Não me sinto à vontade para comentar a resenha do Gustavo, mesmo considerando que ela não atingiu o objetivo que eu gostaria. Mas, ao mesmo tempo, acho que tu tens o direito de te manifestares como quiseres. Só me achei no dever de destacar o trabalho de todos os meus parceiros e apoiadores (que, sim, são meus amigos também), que aceitam participar do Gauchão! Mas bola pra frente. Acho que fica um bom exemplo para os futuros resenhistas dessa edição. Serão 51 até o fim do projeto! Abraço!

          • Rosane Seni disse:

            Homero seus comentários são repletos de bom senso, inclusive esse em que você se retrata! Para mim a nobreza é essa!
            Já tens em mim uma fâ!

            Rosane Seni

  10. Rosane Seni disse:

    Boa tarde!

    Gostaria de agradecer as considerações e dizer que fiquei muito abalada com o que eu li nos comentários. Talvez por não ter sido assessorada adequadamente pela minha editora, confesso que nas muitas vezes que eu li meu livro sempre achei algo que eu poderia melhorar, sempre fui extremamente crítica, no entanto, nunca relacionado a linguagem já que eu escrevi para adolescentes e não havia porque usar uma linguagem difícil, rebuscada (que muitas vezes repele o leitor) se o que eu escrevo é simples e sem rodeios dirigida a um público que cada dia que passa procura a informação de forma imediatista sem se aprofundar( e não estou dizendo que isso seja bom) a tendência é, como adultos que somos, que o efêmero seja substituído com o passar dos anos quando valorizamos mais a informação e buscamos o verdadeiro entendimento, de forma mais aprofundada.
    Estou no terceiro livro da saga e de fato, escrevo porque gosto e se tenho talento, ou não, fica a critério do público. De todas as pessoas que leram meu livro, foi a primeira pessoa que fez uma consideração tão desfavorável.
    Não sou doutora em linguistica, nem uma estudiosa do assunto, escrevo o que vem da minha alma, ou seja, todos os sentimentos que envolvem a história. Estranhei o autor dizer que não há verossimilhança em São Paulo, já que o livro (de mais de 200 páginas) possui uma página e meia que conta uma breve passagem em SP. Estranhei mais ainda ele falar de Vritra, mas isso eu deixo para que os meus leitores que façam melhor julgamento.
    Mais uma vez agradeço o incentivo. No primeiro momento fiquei chocada (pensei até que fosse um embate de gêneros) mas agora acalmei meu coração, afinal… Estou aqui para ser julgada!
    Cordialmente
    Rosane Seni

  11. Renata disse:

    Uma resenha que discute o propósito da própria, e minimiza os objetos da discussão – os livros.
    Sobre isso tudo devo dizer, que mais difícil do que julgar os dois livros, é ler esta crítica.
    Rosane, continue com seu trabalho, buscando cada vez mais crescimento em termos de qualidade, mas claro sem nunca deixar de focar no seu público.
    Continue sempre, nunca desista.
    Abraços.

  12. Rosane Seni disse:

    Obrigada aos favoráveis.
    Não quero ser comparada a ninguém…Quero continuar com o prazer de escrever…
    Se faço bem… Se não faço… Deixo a critério de quem ler.
    Tenho minhas dúvidas que este juiz de fato o fez!

    Cordialmente

    Rosane Seni

  13. Nelsi Ahmann disse:

    Rosane !!!
    Lí o livro, e sinceramente, não consigo entender certas críticas, me dá a impressão de algo muito politizado e de certa forma cruel nos relatos (… quem sabe… talvez eles não o leram…?). De qualquer modo, o conteúdo do livro é excelente e aguardo os outros com ansiedade, pois não vejo a hora de ver a continuidade desta história fantástica. Se há críticas desfavoráveis!!!??? não se abale…mostre com a continuação teu potencial e agrade teus leitores apenas, estes sim merecem ter com certeza,todo teu apreço e carinho.

  14. Anay Silva disse:

    Senhores, eu li o livro Pegasus – Sangue de Dragão e trata-se de uma obra dirigida ao público infanto-juvenil e que gostei muitíssimo.
    Quando o juiz fala que não houve verossimilhança em Vrita com certeza ele já perdeu todos os pontos comigo já que foi para mim uma descrição perfeita e que me levou a acreditar que a cidade existe e teme-la inclusive, de tao real.
    O que talvez não tenha agradado ao juiz é que a obra não está repleta de palavrões tão comuns nessa sociedade carente de vocabulário. Tão carente alias, que para não escrever usa yasyasyas…(ou quem sabe um foda-se ligado).

  15. Maria Isabel dal Ross disse:

    Como já foi amplamente discutido aqui ressalto a importância que o juiz deu a resenha. Seria ela tão importante que não haveria a necessidade de ler o livro e fazer considerações mais convincentes?
    Ou seria o Juiz tão intelectual que bastaria uma resenha para ele decidir se os livros são bons ou não.
    Concordo com a tese de que o mais importante é você passar para o público a sua história, de forma simples, direta e objetiva, deixando a linguagem mais intelectual àqueles que a apreciam.
    Tenho uma filha adolescente , público alvo do livro , noto a falta de interesse qdo. a leitura é “pesada” , cheio de palavras que não são comuns e dificilmente colocaríamos numa conversa , a não ser se fossemos onversar com o Juiz Gustavo.
    E hoje em dia é normal usarmos ” ” para a palavra ter um outro sentido sem ficar horas explicando.

  16. Rosane Seni disse:

    Mais uma vez agradeço a todos.
    Quanto mais leio os comentários mais obtenho coragem para continuar meu projeto!

    Rosane Seni

  17. Rosângela disse:

    Sabe o que me deixa profundamente intrigada com algumas criaturas???
    O modo com que se sentam sobre um título e um mestrado e pensam que aí estão acima de todos que os rodeiam. Que o fato de que o livro Pegasus – Sangue de Dragão não estar nos parâmetros que lhe agradam, o dá o direito de tripudiar sobre a autora.
    Pergunto a você Gustavo, como pensas em tocar crianças e adolescentes fazendo com que tenham que ler um livro com um dicionário ao lado?!
    Este livro é escrito de forma a emocionar o público a que se destina, e neste atributo, com certeza Pegasus em nenhum momento deixa a desejar! Ele estimula, emociona e convida a um mundo de imaginação, e aproveito para parabenizar a autora que em tempos em que há tanta dificuldade em fazer com que adolescentes saiam da frente de um computador e leiam livros, se preocupa com essa faixa etária.
    Espero que o crítico não ache meu comentário muito “pobre” de conteúdo, garanto que é rico em sentimentos.
    Parabéns Rosane!
    Estamos todos ansiosos pelo próximo livro

    Rosângela

  18. Natália Grein Silva disse:

    Boa noite.Tenho 12 anos e li o livro Pegasus – Sangue de Dragão.
    Como disse a Rosângela, ninguém quer ler com dicionários ao lado ( eu pelo menos não )!
    Acho o vocabulário adequado e a história ótima.
    Rosane, siga com seu sonho e seja feliz!
    Natália

    • Lu Thomé disse:

      Oi gente! Eu estava um pouco distante dos comentários. Mas saí da reclusão hoje. Não me sinto muito à vontade para comentar sobre a resenha porque o Gustavo é meu amigo pessoal. Esse não é meu texto preferido do Gauchão nessa edição, mas preciso reconhecer que foi o texto que mais motivou o debate. Isso é um ponto a se considerar. E duas coisas me motivaram a comentar aqui:

      Primeiro: o debate que a Simone Saueressig está fazendo no blog dela. Sugiro a leitura, em defesa dos livros profissionais e criticando os “Sem vocabulário”. Concordo com tudo o que ela escreveu. O post está aqui: http://porteiradafantasia.blogspot.com/2011/08/critica-mais-lenha-para-fogueira.html

      Segundo: Rosane, eu acho que estás começando a tua trajetória na escrita. A evolução pode vir com certeza. Mas comentários como esse da Natália me deixam desesperançosa. A leitura é a porta de entrada para muitas coisas. Conhecimento, histórias, divertimento e, sim, aprofundamento da língua (a portuguesa, nesse caso). Eu cresci lendo livros com um dicionário ao lado, exatamente o contrário do que ela afirma com orgulho. Então, digo: não li Pegasus, mas o farei (ganhei um exemplar da Rosane), e sempre que puder lerei com o dicionário ao lado e com muitos outros livros que possam complementar a leitura.

      • Rosane Seni disse:

        Lu
        Assimilo o comentário de cada pessoa que vem aqui, inclusive de uma menina de 12 anos, que provavelmente buscou em meu livro uma forma divertida de passar o tempo.
        Também cresci com expectativas voltadas para a literatura, na minha época não havia a quantidade de distrações que há hoje em dia e a leitura era o que sempre nos levava a mundos até então inexplorados.
        Orgulho-me de afirmar que sempre li com dicionário do lado, o que acredito que a Natália também faça, pois para que um debate alavancado por intelectuais e pessoas com bom senso literário tenha chamado a atenção dela, com certeza ela não falou somente por falar, houve um entendimento e a sua manifestação.
        Não vi orgulho no comentário dela e não me sinto desesperançosa já que há momento para tudo, inclusive para uma leitura leve e simples, pena que sejam adjetivos tão simplórios para uma aspirante a escritora como eu.
        Gostaria claro de ser um ícone, como é para mim, Clarice Lispector, por exemplo, mas estou começando, e acredito que isso tudo só serviu para que eu cresça ainda mais.
        O que vi na maior parte dos comentários, não foi exatamente com relação a vocabulário, foi sim, o desdém do JUIZ e honestamente não conheço e não me sinto no direito de criticar mas posso discordar da opinião dele… Ah…Isso sim!
        De qualquer forma agradeço muito seu comentário, especialmente porque gostei de você (inexplicavelmente) desde o primeiro instante que conversamos!
        Obrigada a todos, obrigada Natália, você foi muito corajosa!

        • Lu Thomé disse:

          Oi Rosane! Claro que a questão da leitura leve e divertida deve ser considerada. E teu livro deve ter divertido a Natália. Isso não é uma questão de estar com o dicionário embaixo do braço ou não. O Gustavo é editor, e trabalha muito com a questão do uso de vocabulário apropriado nos livros. No entanto, não gosto da resenha dele e acho que tens o direito (total) de discordar das coisas apresentadas no jogo. Ainda não li o Pegasus, mas lerei. E, quem sabe, depois disso eu possa te mandar um e-mail com a minha análise. O que acha? Também gostei do nosso contato.

  19. Homero Jucceni disse:

    A arbitragem lembrou-me certos jogos de futebol no qual o juiz preferia estar em casa assistindo Sessão da Tarde. Mas quando se assume a função de juiz, é preciso respeitar os times em campo e o público nas arquibancadas… Coisa que este juiz passou longe de fazer. Terá sofrido de preguiça de ler os livros e escrever o que lhe pediam, ou seja, uma resenha crítica? A organização do evento deveria repensar certos julgadores.

  20. Com todo respeito ao resenhista, mas, tipo assim, mesmo que ODEIE um livro se me dessem e eu aceitasse por boa vontade resenhar e arbitrar um jogo do Gauchão, como a Lu me pediu e fiquei feliz em agradecer, adoro essa tarefa de resenhar e só preciso de alguém me pilhando e me dando tarefas, tenho prazer nisso, me cansa descobrir que um editor simplesmente não resenhe dignamente um livro. Eu já me meti nessa empreitada de ser editor, sem ganhar nada, só na loucurada de editor independente, pelo lance punk da história, e tentava ler os livros, claro. Obviamente uns de cara já achava horrendos. Outros melhores. Uma leitura quando tu pesca, em uma ou duas páginas, tu já sabe aonde quer chegar e qual é a do autor. É como captar o trecho de um filme ou extrair uma parte de uma música. Teu cérebro, se tu realmente tem prazer, capta no mesmo instante se é bom ou não, se gosta ou não, aonde se quer chegar. Nessa não-resenha de um livro que pelos comentários, não pela não-resenha, dirigido à adolescentes, faltou, pro meu gosto MUITO, respeito à autora. Parece uma “resenha para se ler cagando”, parafraseando o título de um livro do Caco Belmonte, só que sem o, claro, auto-deboche que o Caco se impôs. Resumindo, sem resumir, faltou respeito até ao vencedor. Se eu fosse o autor de um livro que tivesse que ser resenhado como “ruim” preferiria uma resenha desancando o livro de cabo a rabo, acabando com qualquer dignidade que existisse na minha equipe e detalhando todas as falhas, os 3 frangos do goleiros, a 2 expulsões por agressão, e outras, pra me ver arrasado e destruído. Enfim, se é pra detonar, que detone pra fuder mesmo, com o foda-se no máximo e não esse foda-se cool, tá ligado? Não existe meio foda-se. O foda-se é um lance que vai até o cabo. Atola e arrebenta as pregas. Mas, fazer o que, hoje por exemplo, ainda não dormi, o glorioso Flamengo levou 4×1 do Atlético-GO em casa. Se me pedissem pra apitar o jogo marcaria 4×0 pro Flamengo. Mas futebol é imprevisível. Cada jogo se decide nos 90 minutos. A literatura é um jogo que se define por décadas ou séculos. A repescagem é eterna e os juízes são como cães no deserto. Resta o vento que, como todos sabem, leva tudo embora.

    • Rosane Seni disse:

      Marcelo bom dia!

      É mais ou menos sobre isso que estou falando.
      Sou muito crítica com relação ao meu livro, meu editor me xingou várias vezes por isso. Ainda leio e releio e sinto uma vontade enorme de corrigir, de explicar mais e chego a ter ressaca moral a respeito de algumas coisas que eu gostaria de mudar.
      Não tenho problemas com críticas, quero mais é que elas venham que preencham essa falta que há na minha intenção de escrever. Um crítico que diz que você escreve por pura vontade de escrever (sem justificar) na minha humilde opinião, já colocou você no lixo antes mesmo de dar a você a chance de fazer melhor.
      Talvez eu realmente não tenha talento, talvez realmente me falte vocabulário, talvez…Talvez…
      (Ah!) São tantas as considerações sobre mim mesma…
      Só posso agradecer aos comentários que tenho lido aqui!

  21. Rosane Seni disse:

    Lu, gostaria de sugerir, a critério, que houvesse um chat on line, seria muito interessante se pudéssemos trocar algumas idéias de forma mais direta com os leitores deste sítio.

    Beijos

    • Lu Thomé disse:

      Oi Rosane! É uma ideia. O WordPress, onde administro o site, ainda não dispõe dessa ferramenta. Mas quem sabe no ano que vem consigo incrementar? 🙂

      • Uma dica pra ti, Rosane (e pra todo mundo que tem livro publicado)!
        Teu livro já está cadastrado no site Skoob, em http://www.skoob.com.br/livro/64682
        Vai lá, se cadastra (caso já não esteja cadastrada) e interage com teus fãs – sim, já tem gente por lá interessada no teu livro. O Skoob, se bem usado, é uma excelente ferramenta de divulgação.
        Abraços.

  22. rosemery disse:

    se houve jogo 9, houve, também, preguiça do juiz. cartão vermelho pra ele.

  23. ivete stroppa disse:

    olá rosane! com certeza esse juiz não teve adolecência. pois o sua escrita nos remete a um mundo tão diferente, que eu com 45 anos consegui ¨viajar com os personagens¨. maravilhoso continue com sua escrita. admiro demais vc. bj

  24. Samir disse:

    Olá. Gostaria de contribuir de alguma forma com o debate, visto que:

    a) sou amigo pessoal do resenhista e da coordenação do Gauchão.
    b) já fui autor estreante e sei como é a ânsia de se ler resenhas de um primeiro lançamento.
    c) sou editor na mesma editora que tanto o resenhista quanto a coordenação do Gauchão atuam e onde, por sinal, organizei algumas coletâneas de literatura de gênero, e já vi muito nariz sendo torcido frente aos livros, unicamente por serem de gênero.
    d) gosto de literatura infanto-juvenil fantástica tanto quanto gosto de qualquer outro gênero, e na minha prateleira alguns autores considerados mais comerciais ou menos sofisticados no uso da linguagem, como J.K.Rowling ou Bernard Cornwell pra citar alguns, dividem o mesmo espaço que Pynchon, McCarthy, McEwan (não gosto do Auster).
    e) há público para todo tipo de literatura, eu entendo quem despreze um livro ou um gênero, mas desprezo quem despreza um público leitor, pq é o tipo de mentalidade que, como disse o Severino mais acima, termina numa fogueira, nem sempre de livros.

    Enfim, isso tudo para dizer quê:

    – Ainda que não tenha lido nenhum dos dois livros para opinar sobre os méritos de cada um, o que entendo da opinião do Gustavo é que viu nos dois uma discrepância tão grande de qualidade que não viu sentido em se prolongar no assunto (não que eu concorde, mas foi isso que interpretei da resenha). Ok, MAS, também entendo que é o objetivo do Gauchão justamente dar visibilidade a livros que, devido a todo tipo de limitação do mercado, não chegam às vistas do grande público, e nisso a resenha é falha justamente pq sonega ao livro da Rosane esse espaço tão raro de ser disponibilizado, MAS, ao mesmo tempo, essa não-resenha serviu justamente para que, seja por birra ou por justiça, se criasse o debate em cima do mesmo livro a que foi negada a resenha. Efeito colateral, talvez não previsto, mas nem por isso menos benéfico.

    – Agora, uma dica à Rosane Seni: Rosane, se tu tens um projeto literário e se tu acredita nele, absorve e digere todas as críticas negativas e usa elas a teu favor para aperfeiçoar teu texto. Ao mesmo tempo, não espere condescendência: a crítica mais maldosa que se vê publicada não chega perto do que se fala e não se publica, nos “corredores” do mundinho literário, ainda mais num mundinho tão propenso a provincianismos como o gaúcho. No mais, nenhum escritor nunca vai saber o real valor literário da sua obra, a não ser que reencarne dali a cem anos.

    • Rosane Seni disse:

      Samir

      Muito obrigada, como eu já falei anteriormente, cada comentário, cada sugestão são absorvidos por mim da forma mais saudável possível.
      Li muitas criticas que a não-resenha do juiz gerou, a maior parte delas, criticando a mim, e não minha obra já que declararam abertamente que não leram. Essas críticas originaram-se pela credibilidade do juiz e com isso não me conformo.
      Abstenho-me de opinar quando desconheço uma obra, mesmo porque, se assim fizesse não seria: a minha opinião.
      Mais uma vez obrigada por comentar!

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