JOGO 19 – 1930 – Águas da revolução x Doença e cura

JOGO 19

1930 – Águas da revolução,
de Juremir Machado da Silva (Record / 2010)
x
Doença e cura,
de Fabian Balbinot (Alcance / 2010)

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JUIZ
Pena Cabreira – É diretor cinematográfico, ex-sócio da Zeppelin Filmes e, atualmente, proprietário – com Claudio Fagundes – da Cubo Filmes, produtora com foco em conteúdos de ficção e documentário. Desenha, pinta e escreve por prazer e necessidade de expressão. Seu conto Loss foi publicado no livro Brazil – A traveler’s literary companion, junto a grandes escritores brasileiros.

Julgar concurso literário é coisa pra profissional. No Gauchão de Literatura, a coisa é um pouco diferente. Pelo volume de livros a serem comparados e julgados em tão pouco tempo, devido às instâncias do campeonato, o número de julgadores é enorme (cada um julga apenas dois livros, uma partida) e de origem e formação diversa – doutores em letras, críticos, jornalistas, escritores profissionais e amadores, simpatizantes, e até um aventureiro como eu.

É saudável uma certa reserva diante o julgamento de obras artísticas (e isso inclui a literatura) por seus contemporâneos – não são poucos os grandes equívocos dos críticos ao longo da história da arte e da cultura ocidental que, com poder e no calor do seu tempo,  atropelaram e destruíram processos criativos. É bom lembrar que as obras que conhecemos hoje são apenas as que, mal ou bem, sobreviveram às intempéries da sua época – críticas, mercado, modismos, etc. (atenção, não se trata de um manifesto à crítica especializada – não sou tão competente ou irresponsável assim –, mas um breve contexto do sistema). Também é prudente alertar sobre o perigo e a imprecisão que há na comparação entre obras de autores distintos, com estilos e propostas díspares. São essas algumas características deste simpático e divertido campeonato que, se encarado com tal relatividade, é muito legal.

Pra ilustrar o que acabei de dizer e complicar a minha vida, me coube arbitrar um jogo com dois times com formações e históricos muito diferentes. De um lado, o calejado técnico Juremir Machado coloca em campo, cheio de cacife e experiência, o seu 1930 – Águas da revolução para enfrentar o novato Fabian Balbinot com Doença e cura. As dessemelhanças já ficam evidentes na chegada em campo, na apresentação. Capa, papel, diagramação – os uniformes – mostram que os times pertencem a categorias diferentes. O primeiro vem a rigor, exibindo uma fachada densa e bem composta, em tons sóbrios, com fotos históricas. Tradição e competência se apresentam não deixando margem para dúvidas quanto ao profissionalismo. Já Fabian mostra seu time com deficiências de estreante, ignorando convenções do universo desse esporte profissional, com uniforme que não inspira firmeza: a capa amadora esboça uma ideia, mas fica devendo em estética e originalidade; dentro, o papel é branco demais, cansando os olhos de quem cria coragem para enfrentar um texto, que caberia confortavelmente numas 300 páginas, comprimido em escassas 253 páginas. O resultado é desconfiança e desestímulo para o possível torcedor/leitor.

Quanto à estrutura do conteúdo – o esquema tático –, os dois técnicos malandramente prometem e não cumprem. Explico. Os livros apresentam-se como romance, mas as coisas não são bem assim.

Vamos ao jogo.

1930 – Águas da Revolução: 

Juremir Machado, sociólogo com sólida formação na escola francesa, jornalista e profundo estudioso da história moderna do país, assegura colocar em campo – como bem dito no título – um romance sobre a revolução de 1930 e seu líder revolucionário, Getúlio Vargas, que derrubou a Velha República. Isto é o que é anunciado. Na verdade, Juremir – que já havia mergulhado em busca da alma secreta do mito político ao escrever sua biografia romanceada Getúlio – nos apresenta um falso romance. Não falo das formas literárias pelo viés acadêmico na chincha: romance, novela, conto, blá, blá, blá – partamos do princípio de que elas não existem mais em formato absoluto, há muito são híbridas, principalmente nos ventos de El Niña da pós-modernidade –, mas nesse caso o esqueleto está exposto e as vértebras podem ser contadas. Juremir opta pela estrutura convencional com a voz de um narrador onisciente humanizado que tudo sabe e tudo vê, passeando pela história com tons narrativos variados que vão da simples descrição dos fatos ao poético (“Uma revolução, porém, nem sempre se faz na hora certa. Na Hora marcada. É questão de muitos ponteiros”, “Há uma espécie de inconsequência rude e corajosa no ar”, “É a maioridade que chega, violenta como um temporal”, entre outros), até o vulgar (“Meteu a mão na merda”, “limpar a merda do passado”, “Fedeu!”, “Ainda não se chamava mulher de gostosa”). Através dessa opção, o autor “viaja no tempo” e tenta fazer a história andar dentro de uma grande e confusa teia narrativa.

Ele estabelece um tempo presente a dois personagens gigantes – Getúlio aguarda seu antagonista João Neves, que se encaminha para o encontro –, durante esse tempo, suas reflexões e memórias nos colocam a par dos fatos até então sucedidos. O leitor aceita esse ângulo como fio condutor principal da história, que permeia o livro com muita irregularidade, simplesmente desaparecendo quando o autor abre espaço para descrever, por exemplo, o movimento dos tenentes em 14 páginas ininterruptas emendando direto na questão política da Paraíba e a morte de João Pessoa em mais 18 páginas. A estrutura de romance torna-se mais frágil quando percebemos que a cena (preparação do encontro) é criada para enxertar longos fragmentos de discursos, trechos de livros e memórias de diários em linguagem original, como se fossem lembranças dos dois importantes protagonistas. Não funciona, o resultado é frio e postiço.

Há outra questão relevante no Águas da revolução também envolvendo personagem. Trata-se de Gabriel d’Ávila Flores, um soldado e testemunha viva da convulsão nacional de 30, ainda vivo (98 anos em 2010) durante a feitura do livro, a quem Juremir rende tributo reconhecendo que suas memórias “irrigaram” o texto. Acontece que a presença de Gabriel resume-se a uma minibiografia espalhada ao longo do livro, no fim de cada capítulo e sem nenhum diálogo com o teor “ficcional”. Suas experiências são completamente irrelevantes para a tessitura narrativa. Desconfia-se de que a importância de Gabriel tenha sido enorme para Juremir realizar o livro, seja no campo informativo e/ou motivacional, nota-se a emoção que o personagem causa ao autor, mas isso não foi usado como elemento enriquecedor da trama. Não está nas páginas, mas na sua periferia. Essa desarmonia fica mais iluminada quando a orelha do livro dá à figura de Gabriel um relevo não presente no livro. A editora interfere falaciosamente na relação leitor/conteúdo, não fosse isso, talvez esse recurso literário fosse lido de outra maneira.

Juremir Machado enfrenta uma tarefa difícil, pela complexidade dos fatos políticos simultâneos e pela enorme e intrincada relação dos personagens históricos. Escolhe caminhos que nem sempre (ou quase nunca) facilitam o “formato romance”: ele opta pela veracidade e credibilidade dos fatos através de longas citações literais (raramente versadas para diálogos adaptados); detalhados perfis políticos, nem sempre humanizados; insere trechos de entrevistas de “doutores no tema” contemporâneos (o historiador Décio Freitas e o psicanalista João Gomes Mariante), reforçando cada vez mais o tom documental em prejuízo da linguagem literária; usa exaustivamente manchetes e notícias do Correio do Povo de maneira sistemática e explícita, valorizando desnecessariamente uma única fonte de pesquisa; utiliza-se de fragmentos do texto “Testemunho de Espectador” do diretor de redação do Correio do Povo, na época, André Carrazzoni, durante seis páginas, repetindo o apodo “O Espectador” nove vezes, testando a paciência do leitor.

O livro é narrado em tempos verbais distintos: no passado, no presente (além do pré-encontro de Getúlio e João Neves, há outros “bolsões narrativos” neste tempo) e no futuro – quando o narrador antecipa informações e interfere no momento abordado.

Certo, é da natureza da prosa longa o uso de vários núcleos narrativos e seus devidos tempos verbais, mas a opção de Juremir não parece possuir uma lógica rigorosa e não colabora para o trânsito da leitura.

Esses e outros itens são os “defeitos” desse romance, que na verdade é um articulado e luxuoso ensaio histórico sobre a revolução de 1930, baseado em uma grande pesquisa aos arquivos do Correio do Povo – que registrou e influenciou cada passo do movimento de 30 –, somada ao atento estudo de discursos, cartas, telegramas, diários e documentos da época. Tudo com os devidos créditos aos pesquisadores e colaboradores.

O livro contém 29 capítulos, mas acaba no 26º, com o prometido reencontro dos dois vultos históricos (reconstituído com liberdade ficcional) que foram, ora, grandes amigos e, ora, adversários políticos no decorrer dos anos de construção nova república. A frase curta de Getúlio, com grande carga afetiva, firma a complexa relação entre eles: “Por onde tens andado, João?”. Fim. O “pano rápido” pode decepcionar alguns leitores, mas é coerente com a intenção de mostrar um “corte” da história, dá ao mito Getúlio Vargas a estatura de um homem e uma dimensão humana à política, mesmo aquela feita com sangue. O capítulo 27, com meia página, encerra a bio-homenagem a Gabriel. No 28º (1 página), Juremir, livre do jugo histórico-jornalístico, utiliza sua habilidade poética para teorizar sobre o gênero romance e justificar o caráter híbrido do livro em um texto levemente pedante em seu autoelogio e articula uma inteligente transição ao tema – Getúlio – com imagens que reportam ao título Águas da revolução. O último capítulo (29) é uma pequena composição de frases curtas sobrepostas que sugerem um poema-libelo nacionalista, arrastando até os dias de hoje a alma de Getúlio.

Em campo:

1930 – Águas da revolução não poupa esforços para atingir seu objetivo: fazer gol. E faz. Joga pesado, marca firme e é truculento quando necessário. Sua obsessão em jogar pra frente possibilita o contra-ataque, algumas vezes, fatal.

Doença e cura: 

Pode-se dizer, de arranque, que o estreante Fabian Balbinot é um escritor corajoso e com fôlego de autor experiente. Apresenta uma prosa que, se embalada em formato convencional, teria aproximadamente umas 300 páginas. O que não é coisa pouca se a tarefa for cumprida com esmero e qualidade. Ele nos presenteia com um “romance de terror” que possui, na verdade, uma estrutura de sete contos independentes e um epílogo, por onde um mesmo personagem transita desenvolvendo o tema, o que é uma boa esperteza literária para driblar a complicada estrutura narrativa de um “romance (vá lá!) convencional”. Tudo isso é perfeitamente aceitável e compreensível nestes tempos em que tudo já foi testado, experimentado, feito e refeito – nada de novo sob o sol, mas tudo bem!

Nem tanto, pois o sol não é bem-vindo no mundo dos personagens do Fabian: eles são vampiros!!! Sim, Doença e cura é um romance sobre vampiros. Hoje, não há nada mais solar do que o modismo dos mórbidos e lúgubres vampiros. A lenda do vampiro sempre existiu em várias culturas remotas, virando “o maior barato” no século XIX através de vários autores, até o mais famoso – Bram Stoker com Drácula. No século XX o cinema se encarregou de popularizar o personagem em tonalidades que passearam pelo ingênuo, o patético, engraçado, aterrorizante, poético, romântico… Alguns filmes são obras relevantes, como os Nosferatu, de Murnau e Herzog, o Drácula de Bram Stoker, do Coppola, e a Dança dos vampiros, do Polanski. Depois disso, a indústria funérea deu um tempo pra fortalecermos o nosso sangue e nos mandaram a Anne Rice com seus vampiros apaixonados, cheios de filosofias e dramas pessoais – e a mulherada sentou pra ver a Entrevista com o vampiro com os feiosos Brad Pitt, Tom Cruise e Antonio Bandeiras. Quando pensávamos estar a salvo pela luz cética e tecnológica do século XXI, ouvimos um farfalhar familiar se aproximando. Lá vieram eles, os insuportáveis emovampiros com a infantiloide saga Crepúsculo/Lua nova/Eclipse/Amanhecer. Estamos cercados, há vampiros em todos os lugares, de todos os tipos: vampiros horrorosos, lindos, pálidos, negros, jovens, velhos, felizes, tristes, inteligentes, sensíveis… Se uma criança vai à lanchonete, pode tropeçar neles comendo McLanche Feliz, a sua filha certamente namora ou namorou um. Eles são vulgares, óbvios e chatos, cheios de significados e significantes psicanalíticos baratos, prenhes de metáforas sobre minorias injustiçadas, étnicas, sociais, sexuais, o escambau.

É sobre vampiros que o Fabian escreve. Tudo bem, tô mais calmo. Seu editor Rossyr Berny não deixa por menos e o diz herdeiro de ninguém menos que H. P. Lovecraft, Edgar Allan Poe e Stephen King e diz que Doença e cura “quebra parâmetros, dogmas, hábitos viciados, fórmulas prontas”. Não é pra tanto, menos, senhor editor. O universo literário vampiresco está em constante expansão e a originalidade ficou perdida em um Big Bang remoto. Sem fazer longas viagens às origens, nos anos 80 do século passado (o XX), o escritor J. M. DeMatteis escreveu Blood: A tale, um roteiro para uma graphic novel ilustrada maravilhosamente por Kent Williams. Uma história de vampiros com um argumento “original”: uma menina – um espírito antigo, ou a morte – conta histórias a um rei moribundo, a saga de Blood. Essa novela tem vários pontos de contato com Doença e cura, no conto do capítulo seis, a relação do Deus das Sombras com a “Menina” lembra muito – inclusive nos diálogos – os personagens citados de Blood; e não se trata de plágio, longe disso, mas o exemplo relativiza o ineditismo criativo.

Acontece que, mesmo com toda essa ficha corrida, o livro funciona muito bem e deve agradar aos simpatizantes do gênero. Há densidade narrativa, suspense e momentos de grande força tensional. Fabian varia em tamanho e ritmo os capítulos-contos e usa com destreza vários recursos, que dão cadência fílmica à narração, como a variação de tempos (presente e flashback), cortes cênicos e uma bem-articulada alternância da voz do narrador (o off, se fosse um roteiro de cinema) com diálogos ágeis que fazem a história andar, dando muito trabalho aos vampiros caçados por uma entidade (um demônio?) que inverte a “cadeia alimentar”. A linguagem, embora atenda com competência o propósito narrativo, várias vezes escorrega em excessos, obviedades e lugares-comuns que lembram uma dublagem ruim (“as pálpebras tremiam em um frêmito”, “MALDITA LUZ”…, “malditos vermes. MALDITOS!”, “bruxa mal… dita” – quem fala maldito na vida real?). A utilização abusiva de caixa alta tentando supervalorizar a intenção dos personagens (ela está presente na confecção do texto, ou não, o autor não precisa GRITAR no ouvido do leitor), o uso simplório da gagueira para mostrar o temor ou o medo dos personagens, entre outros abusos, creio, estão ligados mais à cultura literária do autor do que à sua experiência no ofício.

Balbinot experimenta, dentre os contos, uma peça de teatro em dois atos. Inseguro, elegantemente se desculpa pela quase heresia. Desnecessário. Ele se sai bem na aventura, transita com honestidade pelo gênero da dramaturgia. Há estética teatral, e o pingue-pongue dos diálogos flui nesse pastiche gótico (em tempos atuais), com clichês cênicos explícitos e intencionais, como demonstra a rubrica final: “A fumaça aumenta, e cobre por completo o corpo da mulher, que desaparece, deixando uma sonora gargalhada repercutir solta no ar. Ao homem caído, resta gritar de fúria e dor, enquanto a luz do sol incendeia seu corpo. Cai o pano”.

Este é o tom geral de Doença e cura. Pro bem e pro mal. Vida dura a dos vampiros…

Em campo:

Com paixão de clube novo, Doença e cura busca a rede adversária com garra e quer jogar bonito, impressionar. Como carece de craques, paga caro pela ousadia: erra o último passe, entrega a pelota pro inimigo e sofre contra-ataque. Apesar de tudo, o time é criativo e determinado e, às vezes, é recompensado com a bola dentro da trave do opositor.

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Resultado: 

(Narrador em off): Nesse jogo muito suado, duro e violento, os dois times de características muito diferentes se engalfinham em campo e não dão mole. 45 minutos da etapa final, 3 a 3. Durante o tempo regulamentar, catimba e malemolência das duas partes, acréscimo de 4 minutos. Aos últimos segundos do término, o juiz faz que não vê um impedimento, e gol! Bola na rede do Doença e cura! Fim de jogo. O árbitro tem que sair sob forte proteção da Brigada Militar perseguido pelos técnicos de ambos os times. Ele covardemente foge e grita sufocado pela vaia das torcidas: “Entre vampiros e militares, quem morram todos, mas viva a Revolução!”.

PLACAR
1930 – Águas da revolução 4 x 3 Doença e cura

VENCEDOR
1930 – Águas da revolução, de Juremir Machado da Silva

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27 respostas para JOGO 19 – 1930 – Águas da revolução x Doença e cura

  1. PUTA MERDA! Meu time marcou TRÊS gols no time do Juremir, que tem Record escrito na camiseta! Cacete! Três gols! Sabe lá o que é isso, cidadão? Pô. Entramos em campo com camiseta feita às pressas (capa) e que ainda era apertada (256 páginas)… e… caramba! Metemos 3 no time do Águas! E quase fomos pra prorrogação! Fala sério!

    Agora só falta encontrar algum patrocinador por aí que queira investir em uma renovação de Doença e Cura, com mais atacantes, mais treinamento e uma “camiseta” nova, com umas 300 páginas, e feita naquele papel amarelo bom de ler. Interessados, favor procurar por magicjebb, que é onde você encontra o presidente do clube.

    TRÊS GOLS no Juremir? SHOW DE BOLA! EM CAIXA ALTA, cidadão Pena, SEMPRE em caixa alta! =)

  2. paulo tedesco disse:

    Sou um entusiasta de primeira ordem desse belo Gauchão. Fui juiz no primeiro campeonato e estimulo os alunos da Oficina do Livro a acompanharem esse excelente instrumento de crítica. Sim, excelente porque não há melhor maneira de se aprender a se relacionar com a escrita do que através da crítica, e de preferência como a desse jogo, magistralmente conduzida pela cidadão Pena. Que diversão! Aprendi e me diverti com o julgamento, animei-me com alguém corajoso o suficiente para desbancar a renitente arrogância do Juremir ou bater duro no amadorismo editorial do oponente. Ah, sim, e partir para cima dos vampirinhos! Mas vou além, ri com as avaliações, ri gostosamente numa segunda-feira chuvosa e cinzenta. Quem fica atacando nosso campeonatãozinho (sim, é nosso, de todos os leitores) pelo uso dos jargões desportivos é porque nunca foi massacrado com horas e horas sobre os mesmos assuntos sobre Grêmio e Inter, coisa que se repete mais do que os vampiros ou às aspirações de gênio do Juremir. Falar de literatura brincando com os termos do futebol traz o leitor desavisado e atenua a distância entre quem se pretende intelectual e quem precisa entender o que se diz intelectualmente.

  3. Fabio Guolo disse:

    É Fabian… pra quem pensava que perderia por goleada ter marcado 3 é uma vitória! Ainda mais se considerarmos as diferenças de apadrinhamento e patrocínios dos 2 times.
    Parabéns e grande abraço!

    • Valeu, chefia. Quero fazer e desfazer pra conseguir colocar um Record ou algo parecido na “camiseta” do meu time, e se bobear levo gente aí do Selo junto.
      Abração.

  4. xerxenesky disse:

    Pena Cabreira arrasou. Destilando conhecimento. Parabéns.

  5. Pena Cabreira disse:

    Pô Xerxenesky, vindo de ti, me borro todo. abraço.

  6. Luiz Paulo Faccioli disse:

    Não conhecia ainda a verve do Pena Cabreira, mas me surpreendi com o gabarito das avaliações, bem fundamentadas e rigorosas. Parabéns!

  7. Dei muita risada e achei o resenhista muito generoso. Parabéns! !Y viva la Revolución! (…não achei o ! invertido do teclado…)

  8. beto canales disse:

    Parabéns ao Juíz.
    ” Pena na Fifa já! “

  9. Só não gostei de DUAS coisas na avaliação do Pena sobre meu livro:
    1 – Como bom cineasta, ele deve detestar excesso de efeitos especiais. Acontece que eu adoro, mesmo quando escrevo – CAIXA ALTA pra tudo quanto é lado e g-g-ga-gagueiras que o digam!
    2 – Doença e Cura não tem uma maldita MALDITA MAL-DI-TA dublagem ruim. Ele é LEGENDADO! Hehehehe!
    3 – Essa porra de gol impedido aos 49 do segundo tempo… ARGH em caixa alta, óbvio!

    Enfim, já que não tenho mais jogos neste ano, estou abrindo a temporada de merchan e caça aos patrocinadores. O Pena não poderia estar mais certo ao dizer que o uniforme de meu livro tá um nojo. Já recebi muita crítica sobre a diagramação apertada, as páginas brancas demais, e a capa tem atraído MÉDICOS e não leitores de terror, o que é um desastre. Tenho todos os direitos sobre Doença e Cura e procuro uma editora que tenha interesse em produzir uma nova tiragem do livro, corrigindo as falhas da primeira e providenciando distribuição nas boas livrarias – a Alcance praticamente não faz distribuição, e eu não tenho tempo nem dinheiro pra isso.

    Doença e Cura já provou que tem mérito. O topo do parágrafo em que o Pena cita a “densidade narrativa, suspense e momentos de grande força tensional” diz a que vim – não sou um décimo de um Stephen King, um vigésimo de um Lovecraft, mas sou Fabian Balbinot, profissão: escritor de terror e suspense, e o leitor que gosta de levar susto vai curtir muito o meu trabalho, e ter pesadelo, e passar mal.

    Editoras interessadas nessa nova publicação de Doença e Cura podem entrar em contato comigo no meu website http://www.magicjebb.com.br – (só espero que o moderador deixe o link pro meu site passar… dá uma mão aí pra este pobre escritor independente, né chefia!) =)

    Abraços a todos!

  10. Léa Masina disse:

    Oi, Pena, muito bom o teu trabalho! Crítica literária para valer! Às vezes, a gente se pergunta por onde tem andado ela (a crítica), além do seu aconchego acadêmico. E é muito bom encontrá-la nesse percurso virtual, marcando presença com qualidade no Gauchão da Literatura! Parabéns!

  11. ana mottin disse:

    Oi Pena, muito bom, além de bom, engraçado, o que nem sempre é fácil. Adorei o final. Igual a ti. Um beijo

  12. CLAUDIO LEVITAN disse:

    MUITO BOM! GRANDE JUIZ! MESTRE PENA, SOUBESTE RESOLVER O PROBLEMA DE FORMA MAGISTRAL! ABJS

  13. Aproveitando que ainda tem gente aqui no estádio (e que o placar eletrônico ainda tá aceso)…

    Uma das coisas que eu mais curto em relação ao meu livro Doença e Cura é que ele é tão esquisito que quase ninguém consegue postar uma resenha igual. Cada leitor acaba tendo uma (ou mais) forma(s) diferente(s) de encarar a estória. Tem gente que ama e vai às alturas, feito meu colega do SeloBrasileiro.com.br Allan Pitz, que praticamente endeusou o livro em sua resenha – a qual acabou virando entrevista – http://migre.me/5Eu0A – e tem gente que odeia e passa mal, e quer me matar, como a Jaque Sant’ana, do blog Up! Brasil – http://migre.me/5EuhP – que sofreu pra terminar o livro e me deu a melhor nota ruim que um escritor poderia querer levar. Quem quiser ver um pouquinho mais de Doença e Cura pode visitar o skoob http://www.skoob.com.br/livro/137487 ou meu blog http://magicjebb.blogspot.com

    Eu? Querendo usar esse excelente espaço pra me promover e ao meu livro? Mas que tremendo cara-de-pau!… Precisavam me ver na Bienal do Rio tentando comprar o Doença e Cura queeu trazia em mãos nas bancas grandes feito a Record e a Rocco, onde ele obviamente NÃO estava disponível. Precisavam ver também a cara das atendentes ao passar o laser no código de barras do livro e não encontrar nada. Aquilo sim foi ser cara-de-pau! Ora… Quem tá aqui a passeio que desça onde bem quiser – eu vou seguir viagem, né! =)

    (P.S.: Moderador, se esse post cheio de jabá, bandeirinha e foguete passar incólume eu juro que paro quieto, pelo menos por uns 5 dias…)

  14. Homero Jucceni disse:

    Quanto ao resenhista: ele foi extremamente feliz no tom de sua resenha, divertida e informativa, demonstrando não só conhecer muito de literatura, mas também de crítica literária. Uma das melhores que li este ano.

  15. Torneios mata-mata, como a Copa do Brasil e Copas do RS são uma rara oportunidade para times pequenos jogarem contra os peso-pesados e muitas vezes dá “zeeeebra”!

  16. Monique Revillion disse:

    Bah, que dificuldade apitar esse jogo, hein, amigo? Táticas, histórias e estratégias tão diferenciadas, mas no final a bola correu solta e deu até gol. Bela arbitragem, com humor e rigor combinados, pois futebol (e literatura, é claro) também é jogo de cintura e muito ziriguidum. Grande Pena! E longa vida ao Gauchão.

  17. Marcelo disse:

    Pena, estou no site da Cultura. Doença e cura vai pra sacola de compras. Bela arbitragem.

  18. Sharon Caleffi disse:

    E venceu quem escreveu por paixão. Tá certo.

  19. Pena, que juiz e crítico ferrenho! Precisamos de tua honestidade! Desvendaste a linguagem do Juremir e encontraste densidade literária num tema banal! Assim, fazes um elogio à Literatura! Aliás, o que escreveste sobre o ofício da crítica é muito bom! Segue! Abraço poético, Ana dos Santos

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