JOGO 20 – Unhas x Tudo o que fizemos

JOGO 20

Unhas,
de Paulo Wainberg (Leya / 2010)
x
Tudo o que fizemos,
de Carlos André Moreira (Leitura XXI / 2009)

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JUIZ
Rodrigo Alfonso Figueira – Nasceu em Bagé (RS), em 1979. É bacharel em Informática e cursa especialização em Literatura Brasileira na PUCRS. Publicou contos em diversas antologias e foi premiado em concursos nacionais de contos como o Concurso de Contos Unicamp Ano 40 (SP, 2006), Concurso de Contos Luiz Vilela (MG, 2006), Prêmio Ignácio de Loyola Brandão (SP, 2007), Cidade Poesia (SP, 2010) e Cidade de Gravatal (SC, 2010).

JOGO 

Tudo o que fizemos, de Carlos André Moreira, é uma obra que narra a história de um grupo de adolescentes no interior do RS que se vê em meio à intervenção de sua escola, imposta pelo governo de Alceu Collares, no início dos anos 90. Revoltados com a resistência do novo diretor em aprovar a criação de um Grêmio Estudantil, os jovens traçam um plano para roubar o sino da escola, deixando assim marcado o seu protesto, ainda que anônimo. O plano é levado a cabo, não dá certo e um dos alunos, Getúlio, acaba preso, enquanto seus demais companheiros fogem.

O livro, em sua estrutura-mestra, narra os acontecimentos do dia seguinte à tentativa frustrada do roubo do sino, retornando ao passado em flashbacks que constroem os personagens e as suas motivações deste ato de protesto. A história é boa, plana, e conta com um ponto a seu favor: apesar de narrar fatos realizados por adolescentes, não é imatura, tampouco rasa. Não traz ao leitor apenas a visão romântica e rebelde, comum aos jovens desta idade. Ao contrário, reflete sobre angústias e dores que afligem o ser humano, realçando sua crueldade e suas fraquezas.

Por trás do roubo do sino, há uma infinidade de motivações, onde se pode afirmar que a menor delas seria ideológica, ou teria relação direta com o autoritarismo de João Carlos, o interventor nomeado por Collares. É aqui que surgem os personagens e seus dramas. Sandro, o principal deles, tenta lidar com os desdobramentos da recente morte do pai, um homem cego, atropelado por um agroboy típico do interior do Rio Grande do Sul; Marcos, com um discurso idealista, busca ser notado e aceito pelo pai; Caio, metido a valente e temido por todos, precisa firmar-se e impor respeito aos colegas; Getúlio, criado pela avó doente e pobre, excluído como Sandro, busca ser aceito pelo grupo da escola. Correm em paralelo o quase criminoso Luiz Henrique e a carente Paula, que preenchem espaços importantes na história. E em torno de todos esses jovens, há um sino, símbolo da autoridade escolar, das manifestações do CPERS na década de 90, das lutas de cada personagem do livro, que precisam apropriar-se dele para provar que possuem valor, diminuindo assim suas dores. E para isso são cruéis. Luiz Henrique tenta agredir Caio, que por sua vez agride Sandro e humilha Paula, que despreza Sandro, que abandona Getúlio à polícia. Todos, aliás, abandonam Getúlio à polícia, quando o plano do roubo dá errado. Todos querem que Getúlio fique de boca fechada e não dedure ninguém, nem que para isso precise permanecer na cadeia sozinho. Afinal, Getúlio só tem a avó, que está à beira da morte no hospital, enquanto os demais acreditam possuir um futuro, preocupam-se com a reação da família no caso de serem incriminados. Sandro, ainda que nutra remorso pelo fato de abandonar o amigo, foi o mentor intelectual do plano. No entanto, faltou à sua execução, deixando o trabalho sujo na mão dos demais.

Como se pode perceber, as personalidades dos personagens de Tudo o que fizemos são bem construídas. Por outro lado, administrar diversos personagens em um romance, como é o caso deste, torna-se um desafio para um escritor. Suas psiques precisam aflorar, tomando seus espaços na narrativa, apresentando sua riqueza ficcional para, assim, convencer de que todos são necessários na obra. Neste quesito, existe a falta de um mergulho mais profundo nas criaturas de Carlos André Moreira para que algumas ações no texto se justifiquem. Como exemplo, pode-se citar o capítulo onde Luiz Henrique se revela homossexual e se diz apaixonado por Caio (p.193). Essa homossexualidade, por trás da personalidade viril e violenta de Luiz Henrique, não aparece construída no texto. Está construído o razoável respeito à potência física e valentia de Caio, mas não há por parte de Luiz Henrique uma reflexão sutil sobre o assunto, nem mesmo uma troca de olhares mais reveladora, um toque corporal diferente ou algo que sugira em seu caráter essa tendência, por mais que o personagem creia que deva escondê-la. Os demais personagens, quando têm o foco da narração, não escondem suas fraquezas e paixões, mesmo que de maneira superficial. É certo que Luiz Henrique não possui um capítulo específico para ele, como houve para Getúlio, Paula, Marcos e Caio. Mas como é um dos personagens mais interessantes do livro, fadado a um final surpreendente e trágico, deveria ter recebido essa atenção por parte do autor. Sua morte, decorrência da negativa de Caio à sua paixão, é tratada em apenas um parágrafo, como se fosse necessário resolver logo esse conflito e encerrar a sua participação na história.

No entanto, quando o foco do narrador de Tudo o que fizemos recai sobre Sandro, há muita riqueza no texto. A começar com a sua relação com o pai morto, a forma como enfrenta os desafios de se tornar o homem da casa, pois é o irmão mais velho. Passa pelo encanto que nutre por Paula, extravasado em seus poemas secretos, os quais Caio trará a tona, massacrando com sua paixão. E chega, como ponto alto da narrativa, à relação com a mãe viúva. Ela, que foi parte da razão por ter abandonado seus colegas durante a execução do plano de roubar o sino, apoia-se em Sandro na tentativa quase sem rumo de seguir sendo mãe. Essa relação profunda revela-se no trecho em que Sandro, ao chegar a casa, encontra a cozinha inundada em decorrência de um cano entupido, e a mãe sentada no chão, encharcada, chorando (p. 209). Sandro a levanta do chão, levando-a até o sofá da sala, onde lhe estende uma toalha e a consola, antes de resolver o problema do cano. Ele não reflete naquele instante sobre a problemática que enfrenta naquele dia sem fim: a culpa sobre a prisão de Getúlio, a surra que levou de Caio ao tentar convencê-lo a ir à polícia e esclarecer o roubo frustrado, a visita que recebera de Paula em seu emprego, mexendo ainda mais com sua paixão. O que apenas vê à sua frente é a mãe sentada em meio à água, chorando a morte do pai. A cena é o resultado da construção dessa relação, feita ao longo do texto.

O grande personagem da obra, definitivamente, é Sandro. Ele, inclusive, deveria, em alguns momentos, assumir o leme dessa história e narrá-la. Talvez fosse ele quem devesse contar como doeu o soco de Caio, da mesma forma como doeu ver seus poemas secretos expostos no quadro-negro com a inscrição “poeta apaixonado”, ou relatar a cena da mãe jogada no chão da cozinha, chorando a morte do marido. O narrador onisciente poderia limitar-se a nos contar um pouco dos outros personagens, que não possuem a riqueza que possui Sandro.

Além disso, mesmo que Sandro não seja o dono do conflito principal da obra, é dele a ideia do roubo do sino, que é o pilar de sustentação do romance. Esse roubo representa um conflito médio, sem grande complexidade, se não analisarmos os conflitos dos personagens que levam a ele. E aqui, mais uma vez, destaca-se Sandro. Dentro de seu conflito de recém-órfão, excluído do grupo adolescente, apaixonado por uma jovem que somente demonstra afeto por um de seus rivais, não teria ele proposto o plano do roubo do sino para se vingar de todos, especialmente de Caio?  Realmente, é possível que ele não tenha saído de casa por covardia ou por respeito à mãe, como o próprio narrador afirma. Mas não seria possível que tivesse ficado em casa para contribuir para que o roubo desse errado? Em parte, o texto nos diz que não. Mas quem pode duvidar que um garoto como aquele, vivendo a problemática proposta pelo autor, não reagiria de forma vil e cruel com os desafetos e também com os amigos? Este é um excelente conflito, embora não seja contado por aquele que melhor o conhece: Sandro.

Baseado nestas considerações, também se pode dizer que esse belo personagem aparece espremido entre o narrador onisciente e sua tentativa de reconstruir a época em que vivem seus personagens. Como Tudo o que fizemos é um romance cravado entre os anos de 91 a 94, tendo como pano de fundo a luta do CPERS contra o governo Collares e sua política educacional, o autor usa exemplos contínuos de fatos e símbolos que representam a década de 90. Ao mesmo tempo em que há causa e efeito entre os atos de Collares na educação gaúcha com o conflito principal do texto, o uso excessivo destes símbolos da época – músicas, bandas de rock, programas de tevê, bancos financiadores de construções, políticos, filmes em destaque – dá certa artificialidade aos atos e aos diálogos dos personagens, como se esses detalhes fossem mais importantes que o próprio fato narrado. Por mais que exista uma nota do autor no final do livro, contextualizando o leitor sobre as circunstâncias vividas no Rio Grande do Sul, a narrativa seria mais fluida e natural se essas referências fossem reduzidas.

De qualquer forma, é importante registrar que a estrutura narrativa utilizada, com a linha de tempo mantendo-se principalmente no dia do desfecho das ações, fazendo uso do flashback para recuperar os fatos motivadores do conflito e a construção dos personagens, é bem-feita. Dessa forma, estabelece-se uma boa tensão, não somente sobre o desfecho exitoso ou não do roubo do sino, mas também sobre o desenlace originado da culpa de cada um dos personagens, especialmente sobre as ações de Sandro. O autor utiliza uma linguagem sem grandes investimentos – mas fluida – e com diálogos simples, narrando a história sem dificuldades. Porém, não existem trechos de grande destaque, levando-se em conta os meios expressivos. E por mais que haja arestas a aparar, como as citadas anteriormente, a estrutura geral da obra funciona para o que se propõe contar.

Já em Unhas, de Paulo Wainberg, uma cena central domina o texto, da qual parte toda a narrativa: um assassino de aluguel está frente a frente, no cárcere, com uma vítima, expondo a ela suas razões para ter-se tornado um matador e, principalmente, recordando antigas missões que recebeu. O assassino, que inicialmente se autointitula “Unhas”, oferece seus serviços através de discretos e misteriosos anúncios no jornal, e suas missões se baseiam em eliminar paixões proibidas a pedido de seus clientes. Um chefe com a secretária, irmão com irmã, e outros envolvimentos de caráter amoral e chocante são apenas alguns exemplos dos casos com os quais lida esse criminoso. Com o passar do tempo, seus próprios escrúpulos vão cedendo e dando lugar a um prazer incomum ao que ele considera a arte de matar, não negando mais encomendas de qualquer ordem. Em parte, a estrutura assemelha-se a de Tudo o que fizemos, onde a linha de tempo principal se mantém no presente para narrar a cena do cárcere, lançando mão do flashback para construir seu caráter e cenas do passado.

Como os personagens em Unhas limitam-se ao próprio assassino, sua ex-esposa Taiane – abandonada por ele para que pudesse dar corpo ao negócio de assassinatos por encomenda – e Elisa, a vítima que o escuta aprisionada, a exploração de suas psiques consegue ser mais profunda. Todas as suas vítimas, além dos personagens do romance policial que inspira o assassino em suas tarefas – história que corre em paralelo à história principal –, são personagens circunstanciais e que surgem para dar forma à história desse homem.

Com a vantagem de poder destinar mais tempo à exploração do caráter do assassino, a narração conduz pela obra esse personagem terrível, autor de crimes perfeitamente condizentes com sua visão de mundo. À medida que a história avança, ora narrada em primeira pessoa, ora utilizando um narrador onisciente, descortina-se diante do leitor um criminoso detalhista e disciplinado, que segue à risca o planejamento de um assassinato como se conduzisse uma pesquisa científica rigorosa. E assim o faz porque sente enorme prazer em todas as etapas de cada missão que recebe. Para ele, um assassinato é como se fosse um projeto, que deve ser planejado, executado e revisado com a atenção de um profissional de qualquer área do conhecimento em seus afazeres técnicos. Em sua lógica muito bem construída no texto, suas ações incorrem em um bem à humanidade, libertando seus clientes de paixões e sofrimentos que os consomem.

Nada mais é preciso adicionar a esse personagem para que se identifique nele um caráter absolutamente atroz. Eis o pulo do gato: se achamos esse homem cruel, o que dizer dos clientes que contratam seus serviços? Arma-se, então, um desfile de seres que carregam as mais perversas razões para contratar esse homem. Tem-se aqui a essência da lei da atração, onde através de um misterioso anúncio no jornal, oferecendo ao público os seus serviços, “Unhas” atrai para si clientes envolvidos em paixões sombrias e recheadas das piores imagens que a imaginação humana pode criar. Essa suposta lei de atração funciona, criando uma bola de neve que leva o leitor até o final do texto ansioso por descobrir a razão de “Unhas” manter aquela jovem em seu poder, ouvindo suas histórias terríveis. Por que ainda não a matou? Por que conta a ela sua história? Por que ela foi a escolhida a ouvi-lo?

E enquanto a jovem escuta as mais absurdas histórias de seu algoz, o conflito vai se desenhando e tornando-se cada vez mais forte, chegando ao pico em seus últimos capítulos, onde “Unhas” revela quem contratou seus serviços para matá-la. Este, sim, é um conflito muito forte, que soma o conflito de todos os personagens ao do assassino, cada vez mais envolvido em um mundo do qual não deseja mais sair. E a relação amar x não poder amar cria o conflito essencial da obra. Percebe-se, por exemplo, o amor e o desejo proibido que os irmãos Nina e Régis carregam. A necessidade que possuem de estarem juntos, de tocarem-se, de viverem como amantes, não como irmãos. Mas ambos conhecem o teor dessa relação. Um mais do que o outro, é verdade, mas no fundo os dois reconhecem sua essência. É proibida. É doente. É preciso que acabe. E assim como a paixão de Régis e Nina existem as demais paixões encerradas cruelmente por “Unhas”. Sem elas, ele seria apenas um contador de bairro, casado com Taiane e pai de dois filhos.

A estrutura narrativa utilizada pelo autor em Unhas também ajuda a manter a tensão do fato narrado até o final. Por mais que a obra esteja dividida em 97 pequenos capítulos – que possuem em média uma página e meia cada –, essa estrutura possibilita que o personagem seja jogado em situações rápidas que justifiquem sua história. Depois, com o mesmo dinamismo, retorna ao início com sua vítima, torturando-a com seus relatos e ameaças veladas. Ainda que, por vezes, existam excessos de reflexões por parte do narrador – como no capítulo X (p.30), por exemplo –, há muito dinamismo no texto, completamente sustentado na estrutura narrativa criada por seu autor.

Há um nítido investimento na linguagem de Unhas, pois se pode afirmar que ela é quase impecável, apesar de apresentar algumas confusões narrativas, como no capítulo LXV (p.159). Esse capítulo, assim como diversos outros utilizando o mesmo estilo, inicia com travessão, indicando fala. O assassino está falando para a sua vítima, quase em um fluxo de consciência que dura uma página e meia. Nesse fluxo, cita um ensinamento do pai, onde, subitamente, puxa um novo travessão e recupera a voz do velho, como se travasse um diálogo com ele. Logo após, surge novamente um travessão e “Unhas” retoma o seu fluxo de consciência, deixando no leitor a dúvida de quem falou o quê e a impressão de quebra na narrativa. A voz do pai poderia ser reproduzida entre aspas no corpo do discurso.

Na maioria da narração em primeira pessoa, o assassino mantém um tom formal, utilizando expressões coloquiais para contar suas histórias e expor suas ideias à sua jovem vítima. No entanto, cai em algumas contradições referentes à linguagem, como a de pedir desculpas à jovem por utilizar o termo “caralho a quatro” (p.194), mesmo já tendo utilizado outros palavrões em capítulos anteriores, sem nenhum constrangimento (exemplos nas páginas 150, 160, 161, 175). Outro exemplo de contradição na linguagem se dá quando o personagem, ao retratar o início de sua carreira, usa termos antiquados como “exame vestibular” para logo após referir-se a festas como “baladas” (p.144). Como se trata de um homem que mantém uma linguagem coloquial desde o princípio, e também porque já passou dos 40 anos, essas referências não parecem coerentes com o personagem criado até aqui. Naturalmente, elas não chegam a comprometer a obra. Por outro lado, como houve por parte do autor um investimento tão grande na linguagem e na estrutura do texto, detalhes como esses poderiam ser corrigidos para valorizar ainda mais a boa história que é contada pelo autor.

Quem, então, vence o confronto? Jogo duro, com obras que apresentam duas boas histórias. Os antagonismos presentes no conflito de Sandro em Tudo o que fizemos dá um belo incremento de qualidade à obra de Carlos André Moreira. Em Unhas, o conflito das personagens é igualmente forte, levando o leitor para dentro do texto a acompanhar os fatos que se desenrolam com muita avidez. Aqui, um gol para cada.

Sob a ótica dos personagens, Paulo Wainberg apostou em mais, com menos. Tirou todo o suco de seu assassino, e usou seus personagens periféricos para alimentar a psique doentia do personagem principal de seu romance. Ainda que divida parte da narrativa com alguns personagens menores e questionáveis, como os que habitam os romances policiais lidos pelo criminoso, o conjunto de seres que habitam Unhas é mais forte que os de Tudo o que fizemos. Como já referido, se Sandro tivesse mais espaço e voz própria na história de Carlos André, haveria mais empatia do leitor com o seu texto. Mas isso seria uma outra história. Nas histórias que temos aqui, com os personagens que se apresentaram, gol para Unhas.

No que se refere à linguagem, Carlos André Moreira recorre a um modelo sem riscos. Parafraseando o mundo futebolístico, entrou com um time fechado na defesa, explorando os contra-ataques. Como já mencionado, não há grandes investimento de linguagens. Fez o dever de casa, o que não está mal, mas poderia ter se exposto mais, pois é nítido o potencial e o fôlego que possui sua narrativa longa. No entanto, Paulo Wainberg colocou o time no ataque. Ainda que cometa pequenos deslizes de ordem narrativa em alguns momentos, sua linguagem é muito boa, principalmente porque utilizou os narradores corretos para contar a história. Certamente, o enredo seria empobrecido se o assassino não desse a sua visão da história. Houve risco e ele foi compensado com uma história tensa do início ao fim, e com linguagem plenamente adequada. Mais um gol para Unhas.

No final, temos duas belas obras que valorizam muito a literatura gaúcha. Infelizmente, apenas uma deve seguir adiante. Sob os critérios elencados, o placar final é: Unhas 3 x 1 Tudo o que fizemos.

PLACAR
Unhas 3 x 1 Tudo o que fizemos

VENCEDOR
Unhas, de Paulo Wainberg

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10 respostas para JOGO 20 – Unhas x Tudo o que fizemos

  1. Sharon Caleffi disse:

    Provavelmente muito bem feita a resenha, mas não li… grande demais, gente.

    • Lu Thomé disse:

      Que pena, Sharon. Essa resenha tem uma página a mais do que o tamanho médio das outras. Acho que, ainda assim, vale a pena o esforço. O que é uma resenha de 6 páginas quando estamos acostumados a livros de dezenas (ou centenas) de páginas? 🙂

      • paulo tedesco disse:

        Apoiada, Lu! Resenha é resenha.

      • Sharon Caleffi disse:

        Ufa! Terminei de ler a resenha e continuo achando longa e detalhada demais. Vou no final dos dois livros e pronto, já sei de tudo. Até deu vontade de chegar ao destino, mas muito pouca de apreciar a paisagem. Eu gosto de resenhas que revelem as qualidades dos livros, ou seus defeitos, se necessário, mas sem revelar tanto do enredo. Eu sou eu, resenha é resenha e lamentável é… bom, deixa pra lá.

        • Sharon, me parece que você está contaminada pela doença infantil da modernidade disseminada pelos fãs de seriados de TV: o medinho de “spoiler”. Na qualidade de um dos autores comentados, te digo que sim, com o que o Rodrigo detalhou, você só precisa ler a terceira parte do meu livro (são três, a terceira deve ter umas cinquenta páginas, só, se assim quiser. A questão é que em literatura a história conta tanto quanto o modo como é contada, e portanto reclamar que haja tantos detalhes de “enredo” em uma crítica aprofundada como essa, que fala não só do enredo mas das construções estruturais e da linguagem é vazio. Querer um único tipo de resenha é o mesmo que querer um único tipo de livro (nada contra, os leitores de Crepúsculo e Paulo Coelho vivem fazendo isso, só não é a minha praia).

    • Homero Jucceni disse:

      Gastar espaço para expor sua preguiça mental é lamentável, Sharon… A resenha foi muito bem escrita e dá uma visão plena das duas obras. Parabenizo Rodrigo Figueira pelo trabalho exaustivo na leitura e avaliação dos livros.

  2. Bah, eu não li “Unhas” mas estava torcendo e apostando no “Tudo o que fizemos”, que eu achei simplesmente excelente! Creio que faltam romances sobre adolescentes (e não romances adolescentes, espero que me entendam), bem escritos, que enfoquem esse momento maravilhoso, complicado, lírico e único em nossas vidas. Mas concordo que o Pedro Henrique merecia um capítulo só para si. Ele é uma força da natureza, não um adolescente! Contudo, não creio que ele seja simplesmente homossexual. Ele parece bem mais um adolescente totalmente fora de controle, querendo curtir a vida até o limite e além dele. O próprio personagem diz “acho que tem coisas que a gente deve experimentar para saber se é o que quer”. Essa fala, completa, no livro, é simplesmente poderosa. Sua morte trágica era a única saída para alguém como ele em um cenário como aquele. A gente que é do interior vê isso acontecer muitas vezes. Eu gosto muito de “Tudo o que fizemos” e recomendo a leitura com muita ênfase. Sugiro ler a resenha em http://www.porteriadafantasia.blogspot.com. Abraços para o Carlos. Continuo recomendando o livro!

  3. Pessoal, como era (e continuo) concorrente, não achei oportuno manifestar qualquer comentário antes do meu jogo. Agora, quero dizer que estou encantado com o gauchão. Parabéns pelos idealizadores graças a quem uma nova geração de críticos literários está surgindo. Críticos cuja linguagem é acessível, formadora de opinião, límpida e honesta. A crítica acadêmica tradicional, vigente nos cânones literários, tem função redutora, na minha opinião. Em geral serve apenas para revelar erudição, polemizar com outros críticos, acrescentar peso à ‘fortuna’ do Autor e, quase sempre, incompreensível para o grande público.
    Estou muito satisfeito com o resultado do meu jogo e quero cumprimentar muito ao Carlos André Moreira, pelo belo romance que escreveu. Neste caso, deu Unhas, mas poderia ter dado, perfeitamente o Por tudo o que Fizemos. Acho que estamos todos de parabéns, organizadores, juizes, concorrentes e, sobretudo, os comentaristas. Abraço. Paulo

  4. Quando vi a tabela sabia que a parada seria dura – eu já havia lido o Unhas e sabia de sua qualidade. De qualquer modo, depois de ter atuado como juiz tanto na primeira edição do campeonato quanto da Copa de Literatura, estava ansioso pela oportunidade de competir, e é uma experiência que não trocaria por nada.
    Meus agradecimentos à comissão organizadora pela oportunidade e ao Rodrigo por sua leitura atenciosa, honesta e delicada. Uma das grandes virtudes deste Gauchão, já tenho dito por aqui, é a oportunidade de colocar um livro em contato com um leitor que fará uma apreciação sincera da obra, e esse tipo de retorno é preciso.
    E meus parabéns ao Paulo. Volto agora à arquibancada para acompanhar o desenrolar do certame.
    Abraço.

  5. Homero Jucceni disse:

    Encanta-me ver dois autores equilibradamente expondo suas ideias e entendendo a proposta do Gauchão de Literatura. O autor do vampiresco ‘Doença e Cura’ deveria se inspirar no Carlos André Moreira e no Paulo Wainberg para se manifestar com um pouco mais de classe e um pouco menos de amadorismo.

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